segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Reino Unido está determinado a fazer mais para recuperar a economia, diz Cameron


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Segundo o primeiro-ministro, país deve usar os jogos Olímpicos e as celebrações do 60º ano da Rainha Elizabeth II no trono para mostrar que o país pode ter sucesso apesar dos momentos desafiadores.

O governo do Reino Unido está determinado a fazer mais para ajudar a economia a se recuperar e a usar os Jogos Olímpicos de Londres e as celebrações do 60º ano da Rainha Elizabeth II no trono para mostrar que o país pode ter sucesso apesar dos momentos desafiadores, afirmou o primeiro-ministro, David Cameron, segundo o texto preparado para seu discurso de Ano Novo.

"Existem receios sobre empregos e sobre o pagamento de contas. A busca por trabalho se tornou difícil, particularmente para os jovens. E o aumento dos preços tem prejudicado os orçamentos familiares. Eu sei disso. Nós estamos tomando atitudes nas duas frentes. Eu sei quão difícil será superar isso, mas também sei que vamos conseguir", declarou Cameron.

No fim de novembro o governo britânico admitiu que a economia se enfraqueceu mais do que o esperado inicialmente durante a crise de dívida da zona do euro, levantando dúvidas sobre o programa de austeridade de 111 bilhões de libras (US$ 172,2 bilhões) do país. O Escritório para Responsabilidade Orçamentária, que é o organismo que fornece análises econômicas para o governo, reduziu a previsão de crescimento da economia do Reino Unido para 0,9% em 2011 e 0,7% neste ano.

Cameron afirmou que os planos do governo para cortar o tamanho do déficit no orçamento do país deram à economia britânica alguma proteção contra a crise da zona do euro, mas reconheceu que mais mudanças são necessárias e que o país precisa buscar oportunidades em áreas de crescimento fora da Europa. "Nós precisamos fazer mais para levar nossa economia de volta à saúde. Portanto delineamos grandes planos para a transformação da nossa infraestrutura, começando agora, com melhores estradas e ferrovias, banda larga super rápida e novas moradias", declarou o premiê.

Segundo Cameron, haverá uma grande ação para melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de bem estar social e lidar com os excessos no setor financeiro. Os Jogos Olímpicos e as celebrações do Jubileu de Diamante da rainha neste ano são um incentivo para o país se mostrar forte, disse. "Esse será o ano em que o Reino Unido verá o mundo e o mundo verá o Reino Unido. Este deve ser o ano em que iremos longe, o ano em que o governo de coalizão que eu lidero fará tudo que for preciso para dar força ao nosso país", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

Hackers invadiram e-mails de Gordon Brown


Investigadores da polícia buscavam provas em cerca de 20 computadores confiscados

A polícia britânica encontrou indícios de que detetives particulares a serviço de jornais britânicos invadiram a conta de email do ex-primeiro-ministro Gordon Brown quando ele era ministro das Finanças, disse o jornal The Independent nesta segunda-feira, 2.


E-mails de Brown vasculhados eram da época em que ele era ministro das Finanças. Outras centenas de pessoas podem ter tido seus emails interceptados, talvez no mesmo número das que foram pegas no escândalo de escutas telefônicas no hoje extinto News of the World, da News International, disse o jornal.

Investigadores da polícia buscavam provas em cerca de 20 computadores confiscados de detetives particulares, segundo o jornal.

A equipe na sede da Scotland Yard de Londres estuda a possibilidade de que várias empresas jornalísticas contrataram detetives particulares para acessar os computadores, disse o Independent, citando uma fonte anônima.

Os e-mails de Brown vasculhados eram da época em que ele era ministro das Finanças da Grã-Bretanha, antes de se tornar primeiro-ministro em 2007.

A Polícia Metropolitana disse que não daria declarações sobre a reportagem.

"Não estamos prontos para fazer uma declaração sobre esta investigação", disse um porta-voz.

A News International, o braço de jornais britânicos da News Corporation de Rupert Murdoch, também não quis fazer comentários.

O grupo fechou o News of the World em julho de 2011 depois que surgiram evidências de que detetives que trabalhavam para o jornal haviam invadido as caixas postais de celulares de celebridades, políticos e até mesmo de vítimas de assassinatos.

Esse é o único jornal que admitiu as escutas telefônicas, embora alguns jornalistas e celebridades digam que a prática era disseminada na imprensa marrom.