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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Londres - Curiosidades de um ícone



Curiosidades de um ícone
Matéria atualizada em 28/02/2012 Fasano Revista Digital. All rights reserved.

Assim como Big Ben, a cabine telefônica vermelha se tornou um grande ícone britânico. Saiba um pouco mais sobre ela em alguns fatos curiosos.

1) Quem desenhou a cabine telefônica foi o importante arquiteto Sir Giles Gilbert Scott, em meados de 1920; ele também desenhou a Battersea Power Station (que virou capa de álbum do Pink Floyd) e a Catedral de Liverpool.
2) A cabine vermelha fazia parte de um “kit”da General Post Office (os Correios), junto com o tradicional poste de correio, como você pode ver nesta foto. O vermelho é para ser visto de longe.
3) Algumas cabines eram mais que um telefone. Nos primeiros modelos você também podia comprar selos dos Correios, pelo lado de fora, como mostra esta foto.
4) Apesar da forte associação com Londres, há cabines em todo o Reino Unido e também em outros países, ex-colônias britânicas como Malta, Bermuda e Gibraltar.
5) Assim que a rainha Elizabeth assumiu o trono, em 1952, as cabines vermelhas passaram a estampar a coroa de St. Edward, um dos símbolos da monarca.
6) Nem todas as cabines são vermelhas – em Kingston Upon Hull, Inglaterra, há cabines na cor creme. Somente lá a manutenção não era uma responsabilidade dos Correios, mas de outra companhia. Difícil imaginar? Então veja esta foto. Atualmente as cabines tradicionais são administradas pela British Telecom.

7) “Adote uma Cabine” é a campanha promovida pela British Telecom (Adopt a Kiosk) para evitar a extinção das cabines. Como o custo é alto e o uso cada vez menor, a BT  mantém cada vez menos delas nas ruas. A população protestou e assim surgiu a campanha na qual qualquer comunidade pode ‘adotar’ uma cabine e se tornar responsável por ela. Já surgiu muita coisa interessante, como a cabine que virou biblioteca, ou a que virou galeria de arte e até algumas que se tornaram pontos com desfibrilador para atender comunidades rurais em casos de emergência.

História de um marinheiro

A partir do dia 31 de Julho, um dos museus mais interessantes da rede Imperial War Museum, o navio HMS Belfast leva aos visitantes uma mostra especial: “Gun Turret Experience: A Sailor’s Story, 1943” (Experiência na torre de tiro: a história de um marinheiro, 1943).

O HMS Belfast, usado na Segunda Guerra Mundial, virou museu
Esta atração – que será permanente  -  usa luzes, imagens, som, efeitos de fumaça, movimento e aromas para recriar a atmosfera e as condições de uma torre de tiro com sua tripulação a postos de combate. O espaço imersivo pretende recriar as sensações físicas e emocionais da guerra no mar e oferece aos visitantes uma nova forma de compreender as experiências extraordinárias dos marinheiros que serviram no HMS Belfast.
A Gun Turret Experience simula a batalha de North Cape, quando o HMS Belfast enfrentou e destruiu o navio alemão Scharnhorst. Parte da experiência é contada através da carta original que um jovem marinheiro, Withers MD, enviou à sua mãe logo após a batalha. Tudo acontece dentro de uma das torres triplas originais; os elementos foram criados com a ajuda de veteranos da Marinha Real, assim como relatos de especialistas nas coleções do Imperial War Museum.
Sobre o HMS Belfast
O que é: Um navio usado durante a Segunda Guerra Mundial, que se tornou um ramo do Imperial War Museum (Museu Imperial da Guerra).

Localização: Rio Tâmisa, entre London Bridge e Tower Bridge. Londres, Inglaterra.
Destaques: É possível explorar todos os nove decks do cruzador,  que formam uma mistura de espaços históricos e exposições emocionantes sobre as histórias de quem viveu ali por um bom tempo.
Quanto custa: Entre £10 e £15 (consulte os preços). Crianças e adolescentes de até 16 anos possuem entrada gratuita.
Horários de funcionamento: De 01 de novembro à 28 fevereiro, 10:00 – 17:00 (última entrada 16:00); de 01 março à 31 de outubro, 10:00 – 18:00 (última entrada 17:00)

Informações extraídas do site oficial Imperial War Museum – HMS Belfast.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

British Telecom entra na telefonia fixa no Brasil



Empresa tem como foco mercado de grandes empresas, principalmente multinacionais


A British Telecom (BT), maior operadora de telecomunicações do Reino Unido, resolveu operar telefonia fixa no Brasil. O serviço, no entanto, será oferecido somente para grandes empresas, por meio de sua unidade BT Global Services. “Com a telefonia fixa, poderemos oferecer um pacote completo de serviços IP (sigla em inglês de protocolo de internet) no Brasil”, disse Jacinto Cavestany, vice-presidente da companhia para a Ibéria e América Latina. Anteriormente, a companhia tinha de atender aos seus clientes com linhas de concorrentes como a Oi e a Telefônica.


A BT tem uma licença nacional de telefonia fixa, mas o serviço estará disponível inicialmente só em três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. “Aumentaremos a cobertura de acordo com a demanda”, disse Sérgio Paulo Gallindo, diretor geral da BT Brasil. A companhia possui um código de discagem de longa distância, o 47.


Em dezembro, havia 41,7 milhões de telefones fixos em serviço no País, segundo a consultoria Teleco. O mercado ainda é bastante concentrado, com 80% dos acessos nas mãos da Oi e da Telefônica. A entrada da BT nesse mercado não deve mudar muito esse quadro, por causa do foco da companhia em grandes empresas. Mas a licença torna a BT mais competitiva, pois ela deixa de depender dos rivais para oferecer linhas fixas. “Podemos melhorar nossa oferta em qualidade e preço”, afirmou Gallindo.


A BT escolheu um fabricante brasileiro, a Trópico, para fornecer o sistema de telefonia fixa, com tecnologia IP. A fabricante fornecerá centrais desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e será responsável por operar o sistema, gerenciando as conexões com as outras operadoras fixas e móveis no Brasil e o sistema de bilhetagem, responsável pela cobrança. A proposta da Trópico foi escolhida como a melhor, quando comparada com fornecedores externos.


A divisão latino-americana da BT fatura cerca de US$ 400 milhões por ano. O Brasil conta com um dos quatro centros globais de prestação de serviços da companhia, em Hortolândia, interior de São Paulo. Os outros centros estão localizados na Índia, Hungria e Reino Unido. “A América Latina é um dos motores de crescimento da BT”, disse Cavestany.
A companhia tem crescido com rapidez no Brasil. Em 2004, passou de oito para 300 funcionários. Um grande impulso veio com a aquisição da Comsat, em 2007. Atualmente, conta com 600 pessoas no Brasil. “Em seis meses, vamos contratar mais 250 pessoas, e temos o potencial de dobrar em poucos anos”, disse o vice-presidente da empresa.


Para completar seu pacote de serviços no País, a BT aguarda a regulamentação das operadoras virtuais de telefonia móvel (MVNOs, na sigla em inglês), pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso permitirá à empresa comprar serviços de celular no atacado, das empresas estabelecidas, para revender a seus clientes, sem precisar construir infraestrutura própria.


“Queremos adquirir linhas móveis de dados para revender, oferecendo telefonia via protocolo de internet, como fazemos na rede fixa”, explicou Cavestany. “Nos países em que conseguimos isso, foi pela regulamentação.” As operadoras móveis não costumam gostar da ideia de usar telefonia via internet em suas redes. “Acontece como aconteceu com as fixas. Não há como evitar.”


Entre os clientes brasileiros da BT estão o Pão de Açúcar, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás. Uma estratégia que a empresa busca é crescer sua oferta de serviços para o governo no país, em áreas como saúde, educação e Justiça. A BT é responsável pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, e tem interesse de trazer a experiência para o Brasil. “É um projeto que vai além dos serviços de telecomunicações”, afirmou Cavestany.


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