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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Clegg chama isolamento britânico da UE de 'suicídio econômico'





A Grã-Bretanha estará cometendo um "suicídio econômico" caso se coloque à margem da formulação de políticas da União Europeia, disse neste domingo o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg.


O comentário de Clegg ocorre apenas alguns dias depois de mais de um quarto dos legisladores do Partido Conservador (do primeiro-ministro David Cameron) terem rompido com a política do governo e votado por um referendo pela retirada britânica da UE.

Cameron tentou aplacar seu partido com a promessa de explorar o poder de veto da Grã-Bretanha para qualquer alteração no Tratado da UE. As mudanças no tratado podem se tornar necessárias por conta do resgate da Grécia. A Grã-Bretanha pretende obter isenções da lei europeia de emprego.

A Alemanha levantou a possibilidade de modificações do tratado para criar um controle orçamental mais forte dos 17 países da zona do euro, e isso pode dar à Grã-Bretanha, que está fora da zona do euro, mais espaço para negociar concessões.

Muitos britânicos estão preocupados com a possibilidade de ter de contribuir financeiramente para aliviar a crise da débito da zona do euro e suspeitam que um superestado europeu poderá exercer um controle cada vez maior sobre suas vidas.

A mais recente pesquisa Eurobarômetro da Comissão Europeia concluiu que apenas 35 por cento dos britânicos acreditam que a adesão à UE foi benéfica.

Mas Clegg, líder do Partido Liberal Democrata, o membro minoritário da coalizão governista, disse que uma renegociação dos tratados da UE pode "abrir uma caixa de Pandora, deixando-nos paralisados por batalhas ideológicas, egocentrismo institucional e demandas especiais de cada Estado-membro".

"Estas são distrações perigosas quando nossas prioridades urgentes são o restabelecimento da estabilidade e o estímulo ao crescimento", acrescentou Clegg, em uma coluna de opinião para o jornal Observer.

Em uma entrevista transmitida no domingo BBC, Cameron disse que ele e seus parceiros pró-europeus do Partido Liberal Democrata compartilham algumas ideias sobre a Europa.

"Nós não concordamos sobre todos os aspectos da política europeia, mas (...) eles estão interessados em um certo reequilíbrio", disse ele.

Clegg disse que suas prioridades são evitar a alteração dos tratados da UE, se possível, forjar alianças com estados economicamente liberais, tanto dentro como fora da zona do euro, e liberar o comércio de serviços dentro da UE.

"Ser empurrado para as margens ou recuar voluntariamente seria um suicídio econômico", disse ele.

"Também nos deixaria sozinhos no mundo em um momento de grande incerteza. Eurocéticos tendem a olhar ansiosamente outro lado do Atlântico, mas os americanos estão interessados em nós, em grande parte, por causa da nossa influência junto aos nossos vizinhos", acrescentou.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Voce sabe o que quer dizer: "Big Society" que o primeiro ministro fala.



Plano de 'grande sociedade' dará poder ao povo, diz Cameron

Programa de governo junta propostas convergentes dos Conservadores e dos Liberias Democratas

A nova coalizão entre Conservadores e Liberais Democratas revelou nesta terça-feira um programa de "grande sociedade" que tem como intenção "tirar poder dos políticos e dá-lo ao povo".

Segundo o jornal britânico The Guardian, o documento de três páginas estabelecendo novas políticas acordadas pelos dois partidos é construída sobre o acordo de coalizão entre David Cameron e Nick Clegg e foi descrito como o primeiro pedaço de um "programa de governo compreensivo" publicado até agora.

Os planos incluem a introdução de um programa nacional de serviço civil para pessoas com 16 anos de idade, reformas no sistema de planejamento para dar à comunidade mais controle sobre seu desenvolvimento, permitir que funcionários do setor público formem cooperativas e dar ao público acesso a arquivos do governo.

Cameron falou sobre a "grande sociedade" durante sua campanha eleitoral e está fortemente comprometido com a ideia de que cidadãos devam ter mais poderes, mesmo que alguns Conservadores sentirem que o tema não era do interesse dos eleitores.

Mas essa é uma das áreas onde as crenças de Cameron coincidem com a filosofia dos Liberais Democratas, e parece ter sido relativamente fácil para os dois partidos concordarem em um programa conjunto nesta área.

Nick Hurd, o líder dos Conservadores e no ministro para Sociedade Civil, será encarregado de tocar a agenda. Ele será assistido por Nat Wai, o fundador do programa de graduação de ensino, Teach First, que trabalhará como conselheiro do governo na "grande sociedade".

Ao anunciar o programa em um evento em Downing Street, Cameron disse: "Durante a campanha eleitoral eu estendi um convite a todos nesse país para se juntar ao governo britânico. Eu disse que a ideia de uma grande sociedade marcharia pelos corredores do poder - e está acontecendo agora. Hoje é o começo de uma profunda e séria reforma que tiraria poder dos políticos e daria às pessoas."

"Isto porque sabemos instintivamente que o Estado não é por vezes muito humano, é monolítico e ineficiente para combater nossos problemas sociais mais graves. Nós sabemos que as melhores ideias vêm de baixo para cima, e não o contrário."

Sabemos que quando você dá às pessoas e às comunidades mais poder sobre suas vidas, mais poder para se juntar e trabalhar juntas para tornar a vida melhor - grandes coisas acontecem", disse Cameron.

Clegg, o vice primeiro-ministro, disse: "Nós precisamos de mudanças radicais que coloquem o poder de volta nas mãos das pessoas. Somente derrubando interesses pessoais e dando real poder à população de controlar suas vidas é que conseguiremos construir um Reino Unido justo".

Para encorajar o trabalho voluntário, o governo irá lançar um "dia da grande sociedade" nacional. É esperado também o envolvimento de alguns trabalhadores civis no trabalho comunitário, com o envolvimento comunitário se tornando "um elemento chave da máquina do serviço civil".

Outras políticas no programa envolvem:

• A criação de uma nova geração de organizadores comunitários

• A fundação de grupos de bairros através de um Banco da Grande Sociedade, usando dinheiro de contas bancárias dormentes

• Forçar a polícia a publicar detalhes e estatísticas sobre crimes locais

• Revisão das finanças dos governos locais, e dar aos conselhos competência no poder

Nos próximos dias a coalizão irá publicar programas de políticas que cubram outras áreas. Juntos, irão formar a agenda principal do novo governo.