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sábado, 20 de novembro de 2010

Hora de trocar o Reino Unido pelo Brasil?


Hora de trocar o Reino Unido pelo Brasil?

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Após crise, 'pequeno Brasil' na Irlanda tem 50% menos brasileiros
Mesmo com a crise, Gisele não quer 'trocar o certo pelo duvidoso'

O agravamento da crise econômica na Irlanda está interrompendo os planos de brasileiros que escolheram o chamado "Tigre Celta" como destino de imigração.

A crise, que começou a atingir o país em 2008, vem afetando principalmente os imigrantes ilegais, segundo Parkieson de Castro, da Embaixada brasileira em Dublin.

"Quem está em situação ilegal, que veio procurando emprego mas não encontra, está fazendo o caminho de volta. Já as pessoas estabelecidas aqui, com esposas ou maridos irlandeses, tendem a ficar, a não ser que surja uma boa oportunidade no Brasil", diz.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que há aproximadamente 20 mil brasileiros vivendo na Irlanda.

A embaixada não tem estatísticas oficiais do numero de brasileiros retornando para casa.

Mas as estimativas apontam que em Gort, a cidade que um dia ficou conhecida como o "pequeno Brasil" na Irlanda, mais de 50% população de brasileiros já retornaram para o país natal desde o início da crise.

No auge do boom irlandês, quase metade da população de Gort era formada por brasileiros. Agora, de acordo com o sociólogo Frank Murray, as ruas e casas vazias são sinais claros do êxodo brasileiro.

Se antes a população brasileira em Gort chegava a quase 2 mil, as estimativas são de que agora esse número caiu pela metade.

A estatística só não caiu mais porque Gort ainda continua a receber brasileiros que antes viviam em outras regiões da Irlanda onde a política para imigrantes está ficando mais restrita.

"A dificuldade é que muitos brasileiros não têm documentos e, diferentemente dos irlandeses, não têm direito a benefícios sociais e assistência financeira se ficarem desempregados", diz Murray.

Frigorífico que atraiu brasileiros hoje é um galpão abandonado

"Os brasileiros estão entendendo que as coisas não vão melhorar aqui, e é o mesmo para todos os imigrantes. Muitos poloneses também foram embora. A ficha esta caindo e eles estão percebendo que têm de voltar, porque aqui não existem mais condições."

Abandono

Um frigorífico que empregava muitos brasileiros no passado é agora apenas um prédio abandonado. No muro da construção, ainda restam as placas escritas em inglês e português.

A única loja de produtos alimentícios brasileiros que ainda mantém as portas abertas vende hoje 40% a menos do que já chegou a negociar.

Gislene é uma das poucas funcionarias que ainda trabalha na loja. Na Irlanda há três anos, ela lembra que nos bons tempos o estabelecimento chegou a ter quatro funcionários, além da dona. Hoje, só sobraram duas empregadas.

Mesmo com os sinais da crise e o declínio no volume de trabalho, Gislene mantém uma atitude otimista em relacão à Irlanda e diz que pretende ficar no país enquanto tiver trabalho. "Para que a gente vai largar o certo pelo duvidoso?", questiona Gislene.

Ela acredita que muitos dos brasileiros que estão indo embora já atingiram os seus objetivos. Ela acha que os que não conseguiram fazer o pé-de-meia e estão retornando ao Brasil com a esperança de uma situação melhor podem se decepcionar.

"Já ouvi falar que o Brasil está bom, que o Brasil melhorou, que está bom de emprego. Mas muitas pessoas estão esquecendo que o Brasil é bom para quem tem escolaridade, porque hoje em dia até para trabalhar de auxiliar de limpeza você precisa de estudo", diz.

"A maioria das pessoas que estão aqui não tem um alto nível de escolaridade, então eu acho melhor ficar e desenvolver o inglês para, quando for embora, ir com uma garantia de um objetivo melhor no Brasil."

Placa bilíngue mostra como o português se tornou comum na Irlanda

Crise

A Irlanda é um dos países mais afetados pela crise econômica na Europa. Após um período de elevado ritmo de crescimento econômico, o país foi do boom ao desastre financeiro em um espaço de apenas três anos.

Desde 2008, o preço dos imóveis caiu entre 50% e 60% e os recursos para ajudar o sistema bancário são estimados em 45 bilhões de euros (mais de R$ 100 bilhões).

A União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão negociando um pacote de ajuda que pode chegar a US$ 110 bilhões, mas o governo tem relutado em aceitar o dinheiro.

Entretanto, o ministro irlandês das Finanças, Brian Lenihan, admitiu que o país vai precisar de ajuda externa para resolver sua grave crise fiscal e a alta dívida dos bancos.

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Estudantes em Londres protestam contra aumento de taxas em universidades

Anuidade poderá ser triplicada; protesto reuniu 45 mil pessas e houve confronto com a polícia

Milhares de estudantes e professores participam nesta quarta-feira de um protesto no centro de Londres contra um projeto que pode triplicar o preço das anuidades das universidades e cortar subsídios universitários na Inglaterra.

Segundo a União Nacional de Estudantes do país, 45 mil pessoas participam das manifestações.

Alguns manifestantes invadiram a sede do Partido Conservador - que assumiu o poder em maio na Grã-Bretanha -, puseram fogo em cartazes diante do local e entraram em confronto com a polícia, segundo relatos de repórteres da BBC no local. Em outras partes da cidade, a marcha corria de forma pacífica.

O plano governamental é cortar o orçamento para a educação superior em até 40%, e eliminar as bolsas para professores, salvo as de ciência e matemática. Outros custos devem passar a ser financiados pelo aumento nas anuidades, que seriam elevadas a partir de 2012.

O piso das anuidades passaria de 3.290 libras (R$ 8,9 mil) para 6 mil libras, e algumas universidades poderiam cobrar até 9 mil libras em "circunstâncias excepcionais" - se oferecem, por exemplo, bolsas e programas que incentivassem estudantes mais pobres a cursá-las. Segundo autoridades, o novo sistema é mais "justo".

'Hipocrisia'

O vice-premiê britânico, Nick Clegg, foi acusado no Parlamento de hipocrisia, já que, na campanha eleitoral, seu partido (Liberal Democrata, da coalizão governista) se opôs aos aumentos nas anuidades.

Clegg argumentou que os trabalhistas, agora na oposição, é que não criaram uma política de subsídios para as universidades.

Aaron Porter, presidente da união de estudantes, queixou-se que "o governo está pedindo aos estudantes que paguem três vezes mais por uma qualidade (de ensino) que provavelmente não será melhor e, talvez, pior".

Ele disse que sua organização fará um abaixo-assinado pedindo uma eleição extraordinária para os cargos dos parlamentares que, durante a campanha, se opuseram aos aumentos nas anuidades e que agora estão defendendo a elevação da taxa.

No entanto, não existem leis atualmente que regularizem esses "recalls" parlamentares.

Ajuda aos 'mais pobres'

O ministro de Universidades, David Willetts, defendeu o novo sistema de taxas, argumentando que ele será mais justo que o atual e que ajudará os estudantes mais pobres, já que o governo lhes emprestará o dinheiro da anuidade.

Os estudantes não teriam que pagar nenhuma taxa inicialmente - o empréstimo de anuidade poderia ser quitado quando os formandos já estivessem ganhando um salário anual a partir de 21 mil libras, conta o ministro.

"Estamos colocando poder nas mãos dos estudantes", disse Willetts.

"O dinheiro irá para onde eles escolherem, mas eles só terão de devolvê-los quando se formarem e estiverem em empregos bem pagos. Espero que, no final disso, tenhamos um sistema universitário melhor do que o atual."




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Brasileira é cotada para fazer vestido de casamento real britânico

Segundo mídia britânica, carioca Daniela Issa Helayel, (Brasileira radicada em Londres), é estilista favorita de Kate Middleton.

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Kate Middleton foi fotografada recentemente com vestido Issa

A estilista brasileira Daniela Issa Helayel é uma das mais cotadas para fazer o vestido de Kate Middleton em seu casamento com o príncipe William, anunciado nesta terça-feira pela família real britânica.

Segundo a mídia britânica, a carioca Helayel, radicada em Londres, é a estilista preferida da futura princesa.

Middleton, de 28 anos, é vista com frequência com vestidos da grife Issa, mantida pela brasileira no bairro londrino de Chelsea.

Em uma das últimas aparições públicas do casal, Middleton foi fotografada com um modelo de Issa no casamento de um amigo do príncipe William, no final do mês passado.

No site da grife, a futura princesa é listada como uma das admiradoras dos modelos da marca, ao lado de nomes como Madonna, Jennifer Lopez e Keira Knightley.

Consultada pela BBC Brasil sobre os rumores em relação ao vestido de casamento de Kate Middleton, uma assessora de imprensa da grife afirmou que não poderia se pronunciar porque "não há nada confirmado ainda".

Para alimentar os rumores, o jornal The Daily Mail afirma que a Issa começou recentemente a fazer vestidos de casamento.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Chanceler britânico pede entrada do Brasil no Conselho da ONU



No primeiro discurso de um chanceler britânico dedicado inteiramente à América Latina em 200 anos, o ministro William Hague defendeu nesta terça-feira, 9, a entrada do Brasil no Conselho de Segurança (CS) da ONU e o fim da "negligência" nas relações entre a Grã-Bretanha e os países latino-americanos.

"Vamos interromper o declínio da presença diplomática britânica na América Latina", disse Hague em discurso na Canning House, centro de estudos das relações entre britânicos, hispânicos e luso-brasileiros, em Londres.

O chanceler afirmou que a Grã-Bretanha "continuará a pedir por uma reforma na ONU, incluindo a expansão do Conselho de Segurança com o Brasil como membro permanente". É uma questão, segundo Hague, de "legitimidade e equilíbrio" mundial de poder.

O Brasil é atualmente membro rotativo do CS, e a vaga permanente é uma reivindicação antiga do país.

Os membros permanentes - com poder de veto sobre as resoluções que tramitam no conselho -são EUA, Grã-Bretanha, França, China e Rússia. Países emergentes reivindicam uma reforma, alegando que o CS não representa mais a distribuição de poder econômico e geopolítico do mundo atual.

No entanto, a reforma no CS não é um consenso, e sua concretização pode levar anos. Sendo assim, a fala do chanceler britânico é sobretudo um gesto diplomático, semelhante ao feito por Barack Obama, na segunda-feira, em Nova Déli, quando defendeu a entrada da Índia no CS.

'Nova forma'

Hague disse que é "hora de pensar uma nova forma sobre a América Latina e sobre as oportunidades de cooperação política, comércio e investimentos" com a região.

O chanceler afirmou que a Grã-Bretanha tem um histórico de "subestimar" o continente latino, mas que isso vai mudar na atual administração - formada por uma coalizão entre conservadores e liberais-democratas e que assumiu o poder em maio.

Ressaltou, no entanto, que a Grã-Bretanha não mudará "sua posição" quanto às ilhas Falkland (ou Malvinas) - cuja soberania é disputada com a Argentina -, sem deixar que o tema seja um "obstáculo" para a cooperação com os latino-americanos.

Num momento em que a Grã-Bretanha enfrenta um grande déficit público e aplica duras medidas de austeridade, o chanceler citou o interesse em aumentar as exportações britânicas à América Latina, que atualmente são três vezes menores do que as exportações britânicas à Irlanda, disse ele.

Como exemplo de avanços, Hague citou a missão de empresários liderada pelo secretário de Negócios, Vince Cable, que veio ao Brasil em agosto. E falou do esforço em firmar acordos comerciais para "modernizar" a Marinha brasileira.


O repórter da BBC Mundo Arturo Wallace, que acompanhou o discurso e a entrevista do chanceler nesta terça, relata que Hague parabenizou o Brasil e a presidente eleita Dilma Rousseff pelas recentes eleições, citou o Bolsa Família entre um dos "modelos" de política social implementados na região e disse que há espaço para cooperação entre Brasil e Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos (Londres será a sede em 2012; o Rio de Janeiro, em 2016).

Em entrevista em julho, Hague havia incluído o Brasil entre as prioridades do novo governo britânico em política externa, alegando que a Grã-Bretanha precisa aumentar "sua influência e seu alcance global" num momento em que "o poder econômico e as oportunidades econômicas estão se movendo para os países do Leste e do Sul".



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

França emite aviso sobre alto risco de atentado terrorista no Reino Unido




Europa vive tensão desde o meio de setembro, quando governos alertaram para aumento de ameaça


PARIS - O Ministério de Exteriores da França emitiu nesta quarta-feira, 6, um aviso para turistas sobre o alto risco de ocorrerem atentados terroristas no Reino Unido.

A mensagem, publicada no site do Ministério, informa que as autoridades britânicas acreditam que "o risco de um ataque é bastante alto" e recomenda que os cidadãos franceses que planejam ou vão viajar para o território britânico tenham "extrema atenção com o transporte público e com locais turísticos de grande circulação de pessoas".

A França e outros países europeus elevaram seus alertas de ataques terroristas em meio ao que foi descrito como um aumento do risco de atentados.

Nesta semana, o Ministério de Exteriores do Reino Unido emitiu um alerta parecido para quem fosse viajar para a França e para a Alemanha. O Departamento de Estado dos EUA avisou os americanos que vivem na Europa ou viajarão para o continente que tomem maiores precauções com sua segurança pessoal.

No fim de setembro, a Alemanha anunciou que a organização terrorista Al-Qaeda plenajava ataques terroristas simultâneos em Paris, Londres e Berlim. O plano seria real e estaria ativo, mas sua execução não seria iminente.

A advertência foi feita após a revelação de que extremistas pretendiam voltar a atacar a Europa e os EUA, em uma estratégia semelhante à adotada na Índia em novembro de 2008. A fonte da informação sobre o plano terrorista seria o alemão Ahmed Siddiqui, 36 anos, um extremista do Movimento Islâmico do Usbequistão (MIU) preso em Cabul, no Afeganistão, e hoje detido na Base de Bagram, controlada pelos EUA.



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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Presidente do HSBC vai integrar governo britânico




O banco HSBC PLC informou que o seu presidente Stephen Green foi indicado para ser o ministro britânico de Comércio e Investimento. O governo informou hoje que Green deixará o banco até o final deste ano e assumirá a nova posição em janeiro de 2011. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que Green será uma "contribuição valiosa" para direcionar o crescimento econômico do Reino Unido, na medida em que o governo busca abrir novas relações comerciais, promover as empresas britânicas no exterior e maximizar seus investimentos dentro do país. Green, de 61 anos, atuou como executivo-chefe do HSBC de 2003 até 2006.



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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Voce sabe o que quer dizer: "Big Society" que o primeiro ministro fala.



Plano de 'grande sociedade' dará poder ao povo, diz Cameron

Programa de governo junta propostas convergentes dos Conservadores e dos Liberias Democratas

A nova coalizão entre Conservadores e Liberais Democratas revelou nesta terça-feira um programa de "grande sociedade" que tem como intenção "tirar poder dos políticos e dá-lo ao povo".

Segundo o jornal britânico The Guardian, o documento de três páginas estabelecendo novas políticas acordadas pelos dois partidos é construída sobre o acordo de coalizão entre David Cameron e Nick Clegg e foi descrito como o primeiro pedaço de um "programa de governo compreensivo" publicado até agora.

Os planos incluem a introdução de um programa nacional de serviço civil para pessoas com 16 anos de idade, reformas no sistema de planejamento para dar à comunidade mais controle sobre seu desenvolvimento, permitir que funcionários do setor público formem cooperativas e dar ao público acesso a arquivos do governo.

Cameron falou sobre a "grande sociedade" durante sua campanha eleitoral e está fortemente comprometido com a ideia de que cidadãos devam ter mais poderes, mesmo que alguns Conservadores sentirem que o tema não era do interesse dos eleitores.

Mas essa é uma das áreas onde as crenças de Cameron coincidem com a filosofia dos Liberais Democratas, e parece ter sido relativamente fácil para os dois partidos concordarem em um programa conjunto nesta área.

Nick Hurd, o líder dos Conservadores e no ministro para Sociedade Civil, será encarregado de tocar a agenda. Ele será assistido por Nat Wai, o fundador do programa de graduação de ensino, Teach First, que trabalhará como conselheiro do governo na "grande sociedade".

Ao anunciar o programa em um evento em Downing Street, Cameron disse: "Durante a campanha eleitoral eu estendi um convite a todos nesse país para se juntar ao governo britânico. Eu disse que a ideia de uma grande sociedade marcharia pelos corredores do poder - e está acontecendo agora. Hoje é o começo de uma profunda e séria reforma que tiraria poder dos políticos e daria às pessoas."

"Isto porque sabemos instintivamente que o Estado não é por vezes muito humano, é monolítico e ineficiente para combater nossos problemas sociais mais graves. Nós sabemos que as melhores ideias vêm de baixo para cima, e não o contrário."

Sabemos que quando você dá às pessoas e às comunidades mais poder sobre suas vidas, mais poder para se juntar e trabalhar juntas para tornar a vida melhor - grandes coisas acontecem", disse Cameron.

Clegg, o vice primeiro-ministro, disse: "Nós precisamos de mudanças radicais que coloquem o poder de volta nas mãos das pessoas. Somente derrubando interesses pessoais e dando real poder à população de controlar suas vidas é que conseguiremos construir um Reino Unido justo".

Para encorajar o trabalho voluntário, o governo irá lançar um "dia da grande sociedade" nacional. É esperado também o envolvimento de alguns trabalhadores civis no trabalho comunitário, com o envolvimento comunitário se tornando "um elemento chave da máquina do serviço civil".

Outras políticas no programa envolvem:

• A criação de uma nova geração de organizadores comunitários

• A fundação de grupos de bairros através de um Banco da Grande Sociedade, usando dinheiro de contas bancárias dormentes

• Forçar a polícia a publicar detalhes e estatísticas sobre crimes locais

• Revisão das finanças dos governos locais, e dar aos conselhos competência no poder

Nos próximos dias a coalizão irá publicar programas de políticas que cubram outras áreas. Juntos, irão formar a agenda principal do novo governo.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Conservadores propõem limitar entrada de imigrantes no Reino Unido


Imigração ilegal faz aumentar número de brasileiros barrados na Europa



Embaixador diz que brasileiros em situação irregular são maioria.
Ele diz que países são soberanos e podem continuar barrando viajantes

Casos de brasileiros barrados nos aeroportos da Espanha e da Inglaterra dominaram parte da atenção diplomática do governo ao longo dos últimos anos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o número de pessoas que foram deportadas ou tiveram negada a entrada em outros países quase dobrou de 2005 a 2006, chegando a 13,5 mil pessoas, e manteve a mesma tendência nos anos seguintes. Por mais que o governo se diga empenhado em proteger os direitos dos brasileiros, o Itamaraty admite que não há nada que possa ser feito para garantir o direito de entrada em outros países, que são soberanos.

“O direito internacional garante que você possa sair do seu país e voltar a ele, mas não garante o direito de entrar em um outro país. Mesmo que a pessoa tenha visto, é a autoridade migratória que decide se ela entra ou não”, explicou ao G1 o embaixador Eduardo Gradilone, diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior. Mesmo os vistos não constituem uma garantia, mas sim uma expectativa de direito, diz o MRE. As autoridades migratórias possuem a prerrogativa, caso julguem pertinente, de impedir o ingresso de terceiros em seu território.



Você sabia que:

Gastos do governo com brasileiros no exterior chegam a R$ 4 milhões ao ano
O governo brasileiro gasta cerca de R$ 4 milhões por ano com ações de apoio a cidadãos no exterior, a chamada assistência consular a casos de emergências, incluindo guerras e catástrofes, apoio a pessoas mais pobres e casos avaliados individualmente - como as buscas pelo brasileiro desaparecido nas montanhas do Maláui.



A Informação foi repassada pelo embaixador Eduardo Gradilone, diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, se referindo ao ano de 2008 e ao orçamento para este ano. Segundo ele, o gasto total ficou abaixo dos R$ 6 milhões que estariam disponíveis para este tipo de despesa.

“Nosso problema é definir como usar este dnheiro”, disse. “Temos os seguintes parâmetros: não usar o dinheiro de forma que não seja justificável do ponto de vista emergencial e para brasileiros desvalidos. Não podemos dar a um brasileiro no exterior um tratamento a que ele não teria direito se estivesse no Brasil, como oferecer auxílio que não é oferecido pelo governo brasileiro aqui.” Segundo ele, o Itamaraty procura verificar quem realmente precisa de apoio e autorizar os postos a dar essas ajudas financeiras em casos muito específicos, evitando que essas pessoas passem a depender do consulado.

Os postos consulares podem, por exemplo, indicar hospitais gratuitos para atendimento em caso de doenças, mas não podem pagar por remédios. Eles ajudam a encontrar um advogado, mas só podem pagar pelo serviço em casos extremos. Segundo Gradilone, o limite para a ajuda é estabelecido pelo bom senso e precisa estar alinhado com o que o governo oferece aos cidadãos dentro do Brasil. “Às vezes ficamos penalizados com situações em que pessoas pobres têm dificuldades, mas não podemos ajudar porque o cidadão não teria o serviço oferecido nem no Brasil. É o caso de traslado de corpos. Não podemos pagar por isso, por mais que quiséssemos ajudar as famílias, mas isso é algo que o governo não oferece dentro do Brasil, nem para brasileiros no exterior.”

Financeiramente, disse, o governo só pode contratar advogados para casos muito específicos, como quando um brasileiro é condenado à morte ou à prisão perpétua, penas inexistentes no sistema jurídico brasileiro. “Oferecemos assessoria, mesmo sem advogado, em casos de aconselhamento apenas. Podemos repatriar e atender, dar apoio financeiro, a pessoas comprovadamente desvalidas. Pessoas pobres, sem recursos e que não tenham nenhum tipo de possibilidade de pagar por algumas coisas de emergência que mereçam nossa atenção e apoio. Temos algum recurso para isso e oferecemos pequenos auxílios.”

Saiba o que consulados podem fazer por brasileiros no exterior


Segundo ele, o MRE está fazendo contato com todos os países para garantir que os brasileiros tenham tratamento digno nos aeroportos. O grande problema, entretanto, é que a maior parte dos mais de 2 milhões de brasileiros que se encontram no exterior realmente está em situação migratória irregular. “Acredito que mais de 70% das pessoas estejam irregulares. Temos quase 100% de regularidade no Japão, mas nos EUA, onde há mais de 1,3 milhão de brasileiros e na Europa, onde são quase um milhão, a maior parte dos brasileiros foi ao país, passou o prazo de permanência admitido, se engajou em atividade de trabalho e não se regularizou”, disse Gradilone.


Como o Brasil tem uma grande população, explicou, o número de viajantes e de imigrantes irregulares é maior de que de outros países, o que faz com que os controles migratórios acabem barrando muitos brasileiros. Segundo ele, entretanto, proporcionalmente, o volume de brasileiros barrados é menor do que o de cidadãos de outros países.


“O Brasil está acostumado a receber os europeus, a ter uma política liberal. Somos acostumados a tratar a imigração como uma coisa positiva e para nos é um choque, um paradoxo, sermos barrados em aeroportos europeus”, disse o embaixador. “A Europa está contaminada com a preocupação com terrorismo, segurança e agora o desemprego”, completou, justificando o maior controle nos países do continente.


O embaixador diz que a crise entre Brasil e Espanha por conta dos brasileiros barrados foi o pior momento da relação bilateral entre os dois países. Dela resultou numa reunião de alto nível que estabeleceu um parâmetro de trabalho. “Criamos uma hotline para exame de casos específicos e emergenciais de pessoas que alegam ter toda a documentação e estão sendo barradas a despeito disso. Criamos um sistema de troca de policiais migratórios entre os dois países, para que eles se conheçam melhor e se crie um ambiente de entendimento. Estamos desenvolvendo um folheto com todos os requisitos de entrada na Europa, procuramos pegar tudo o que os mais exigentes pedem, para que todas as pessoas possam ter idéia do que podem ser cobradas quando estiverem sendo recebidas em outro país.”


Segundo ele, foram assinados acordos com Espanha e Inglaterra e realizadas reuniões com a França, porque começaram a ocorrer alguns problemas com este país também.


Saiba o que os consulados podem fazer por brasileiros no exterior


Veja itens abaixo


  • Emergencias
  • Caso de Policia
  • Prisao
  • Guerras e Catastrofes
  • doencas
  • Perda de documentos
  • Morte
  • Ajuda do brasil
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Falha elétrica pode ter causado incêndio que matou brasileiros em Londres

Fogo teria começado em aparelho de TV; prefeitura sabia que prédio corria risco de incêndio.

Testes iniciais revelaram que o incêndio que matou seis pessoas, entre elas três brasileiros, no início de julho, em Londres, foi causado por uma falha elétrica.

A chama que deu início ao incêndio no prédio residencial Lakanal House, no bairro de Camberwell, se originou de um aparelho de televisão portátil que tinha mais de 10 anos de uso.


O fogo se espalhou rapidamente e precisou ser contido por mais de 100 bombeiros.
Segundo os testes, o revestimento existente entre as paredes pode ter facilitado a propagação do fogo pelo prédio.
Brasileiros
De acordo com um documento obtido pela BBC, a subprefeitura regional de Southwark, proprietária do imóvel, sabia que a Lakanal House corria risco de incêndio. Os planos para a demolição do prédio, que existiam quando o governo local era liderado pelo Partido Trabalhista, foram cancelados quando a subprefeitura passou às mãos dos Liberais Democratas.


O incidente resultou na morte de seis pessoas, incluindo a brasileira Dayana Francisquini Cervi, de 26 anos, e seu casal de filhos, Pedro e Thaís.


A história ganhou a capa dos jornais britânicos quando foi divulgado que Rafael, 31, marido de Dayana e pai de Pedro e Thaís, falou com ela poucos minutos antes de sua morte, quando ela estava presa no seu apartamento e tinha dificuldades para respirar.


As outras vítimas eram duas mulheres com idade aproximada de 30 anos e uma bebê de apenas três semanas de uma delas. Cerca de 30 pessoas foram resgatadas.


Aproximadamente metade foi levada ao hospital com dificuldades de respirar por conta da fumaça.


Todas as fatalidades envolveram vítimas que estavam no 11º andar.


A polícia disse que Dayana, Felipe e a bebê de três semanas morreram no hospital. Os outros três corpos, incluindo o de Thaís, foram retirados do prédio sem vida, horas depois do início do fogo, quando os cerca de cem bombeiros conseguiram controlar a situação.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bairro de Londres cria moeda própria para estimular comércio

O bairro de Brixton, no sul de Londres, vai ser palco de um inusitado esquema para tentar estimular o comércio local: a criação de uma moeda própria.

A partir desta quinta-feira, a libra de Brixton (Brixton pound) começa a circular no bairro, um dos mais coloridos e animados da capital britânica.

Quem chegar ao bairro, poderá comprar até 20 libras de Brixton - ao custo de 20 libras esterlinas - e gastá-las em qualquer uma das 70 lojas, clubes, bares ou cafes que participam do esquema. Defensores da ideia dizem que ela incentivará a economia do bairro mantendo a circulação do dinheiro no local - mas seus críticos dizem que ela não passa de um truque de marketing, beirando o protecionismo.

Cupom

Não há qualquer lei na Grã-Bretanha proibindo a emissão de moedas, desde que não se tente passá-las por libras esterlinas.

As notas, nos valores de 1, 5, 10 e 20 unidades, são impressas em papel com marca d'água, hologramas e com a imagem de figuras proeminentes do bairro, são numeradas. Elas não podem ser depositadas em bancos nem deixar o bairro.

Os voluntários por trás do projeto disseram que não foi fácil "vender" a ideia.

Alguns varejistas estão preocupados com a falsificação de notas e com o acúmulo das libras de Brixton em suas caixas registradoras. Outros vêem a novidade como uma forma de divulgar Brixton, sendo que as notas poderiam se tornar cupons de presente, ou até itens de colecionador.

Até agora, varejistas e moradores prometeram converter 10 mil libras em libras de Brixton, mas ainda falta convencer muita gente.

Contra-cultura

O diretor do projeto, Tim Nichols, espera que as pessoas sejam atraídas por uma espécie de "clube secreto" para aqueles que têm as notas especiais, e ainda que o espírito de contra-cultura e boêmio de Brixton, trabalhe a favor da moeda local.

"Nós estamos em Londres, o centro financeiro do mundo, e estamos tentando fazer algo que vai contra o grande sistema banqueiro do qual vivemos à margem."

Ele também acredita que a recessão pode contribuir a favor da moeda.

As moedas locais são usadas desde a Idade Média, quando não havia moedas nacionais. Segundo o economista Tim Leunig, da London School of Economics, foi só em 1700 que os países europeus passaram a adotar moedas nacionais.

Pesquisas sugerem que, quando a economia entra em queda, comunidades tendem a usar sistemas de troca e escambo. Em outras palavras, quando há pouco dinheiro, as pessoas pensam em fazer sua moeda própria.

"Uma economia local é como um balde furado. A riqueza é gerada e gasta em cadeias de lojas e outras empresas. Ela desaparece, deixando uma economia local empobrecida", explica Ben Brangwyn, parte da equipe que lançou a libra Totnes, uma moeda local no sul do condado de Devon, na Inglaterra, em 2007.

"A moeda local evita que isso aconteça e mantém o dinheiro circulando dentro do balde, produzindo riqueza e prosperidade."

Atualmente, há 6.000 libras Totnes em circulação, de uma economia local estimada em 60 milhões de libras esterlinas.

Brangwyn ressalta que se trata de uma experiência radical, ainda muito no início, mas ele estima que um dia possam haver cerca de 2 mil moedas locais na Inglaterra.

As cidades inglesas de Lewes e Stroud também aderiram à experiência, iniciada pelo grupo ambientalista Transition Network.

Recessão

A recessão contou a favor da berkshare - uma moeda local introduzida em Berkshire, Massachusetts, em 2006 - diz Susan Witts, uma das fundadoras do projeto.

Ela atribui o crescimento das Berkshares (de 1 milhão para 2,5 milhões em três anos) parcialmente à recessão e a muito trabalho duro.

"Introduzir uma nova moeda significa muito trabalho. Você tem que treinar os funcionários para usá-la, adaptar a contabilidade. Quando as coisas vão bem, parece um passo extra desnecessário."

"Mas em tempos difíceis, empresas buscam formas de manter seu negócio. Ele depende da vontade das pessoas de querer determinar seu futuro econômico."

Alguns economistas, no entanto, consideram o conceito uma forma de atrair publicidade.

"(A moeda local) Pode ajudar as pessoas a se sentirem bem, mas não está alcançando nada de significativo", afirma Tim Leunig, da LSE.

"Você está dizendo que não pode comprar mercadorias em Hackney, Southwark (outros bairros de Londres) ou da China, mesmo que eles sejam mais baratas. Está dando às lojas de Brixton poder de monopólio e, a longo prazo, destrói incentivos. Quase todas fracassam porque não alcançam nada."