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sábado, 20 de novembro de 2010

Estudantes em Londres protestam contra aumento de taxas em universidades

Anuidade poderá ser triplicada; protesto reuniu 45 mil pessas e houve confronto com a polícia

Milhares de estudantes e professores participam nesta quarta-feira de um protesto no centro de Londres contra um projeto que pode triplicar o preço das anuidades das universidades e cortar subsídios universitários na Inglaterra.

Segundo a União Nacional de Estudantes do país, 45 mil pessoas participam das manifestações.

Alguns manifestantes invadiram a sede do Partido Conservador - que assumiu o poder em maio na Grã-Bretanha -, puseram fogo em cartazes diante do local e entraram em confronto com a polícia, segundo relatos de repórteres da BBC no local. Em outras partes da cidade, a marcha corria de forma pacífica.

O plano governamental é cortar o orçamento para a educação superior em até 40%, e eliminar as bolsas para professores, salvo as de ciência e matemática. Outros custos devem passar a ser financiados pelo aumento nas anuidades, que seriam elevadas a partir de 2012.

O piso das anuidades passaria de 3.290 libras (R$ 8,9 mil) para 6 mil libras, e algumas universidades poderiam cobrar até 9 mil libras em "circunstâncias excepcionais" - se oferecem, por exemplo, bolsas e programas que incentivassem estudantes mais pobres a cursá-las. Segundo autoridades, o novo sistema é mais "justo".

'Hipocrisia'

O vice-premiê britânico, Nick Clegg, foi acusado no Parlamento de hipocrisia, já que, na campanha eleitoral, seu partido (Liberal Democrata, da coalizão governista) se opôs aos aumentos nas anuidades.

Clegg argumentou que os trabalhistas, agora na oposição, é que não criaram uma política de subsídios para as universidades.

Aaron Porter, presidente da união de estudantes, queixou-se que "o governo está pedindo aos estudantes que paguem três vezes mais por uma qualidade (de ensino) que provavelmente não será melhor e, talvez, pior".

Ele disse que sua organização fará um abaixo-assinado pedindo uma eleição extraordinária para os cargos dos parlamentares que, durante a campanha, se opuseram aos aumentos nas anuidades e que agora estão defendendo a elevação da taxa.

No entanto, não existem leis atualmente que regularizem esses "recalls" parlamentares.

Ajuda aos 'mais pobres'

O ministro de Universidades, David Willetts, defendeu o novo sistema de taxas, argumentando que ele será mais justo que o atual e que ajudará os estudantes mais pobres, já que o governo lhes emprestará o dinheiro da anuidade.

Os estudantes não teriam que pagar nenhuma taxa inicialmente - o empréstimo de anuidade poderia ser quitado quando os formandos já estivessem ganhando um salário anual a partir de 21 mil libras, conta o ministro.

"Estamos colocando poder nas mãos dos estudantes", disse Willetts.

"O dinheiro irá para onde eles escolherem, mas eles só terão de devolvê-los quando se formarem e estiverem em empregos bem pagos. Espero que, no final disso, tenhamos um sistema universitário melhor do que o atual."




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Brasileira é cotada para fazer vestido de casamento real britânico

Segundo mídia britânica, carioca Daniela Issa Helayel, (Brasileira radicada em Londres), é estilista favorita de Kate Middleton.

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Kate Middleton foi fotografada recentemente com vestido Issa

A estilista brasileira Daniela Issa Helayel é uma das mais cotadas para fazer o vestido de Kate Middleton em seu casamento com o príncipe William, anunciado nesta terça-feira pela família real britânica.

Segundo a mídia britânica, a carioca Helayel, radicada em Londres, é a estilista preferida da futura princesa.

Middleton, de 28 anos, é vista com frequência com vestidos da grife Issa, mantida pela brasileira no bairro londrino de Chelsea.

Em uma das últimas aparições públicas do casal, Middleton foi fotografada com um modelo de Issa no casamento de um amigo do príncipe William, no final do mês passado.

No site da grife, a futura princesa é listada como uma das admiradoras dos modelos da marca, ao lado de nomes como Madonna, Jennifer Lopez e Keira Knightley.

Consultada pela BBC Brasil sobre os rumores em relação ao vestido de casamento de Kate Middleton, uma assessora de imprensa da grife afirmou que não poderia se pronunciar porque "não há nada confirmado ainda".

Para alimentar os rumores, o jornal The Daily Mail afirma que a Issa começou recentemente a fazer vestidos de casamento.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Chanceler britânico pede entrada do Brasil no Conselho da ONU



No primeiro discurso de um chanceler britânico dedicado inteiramente à América Latina em 200 anos, o ministro William Hague defendeu nesta terça-feira, 9, a entrada do Brasil no Conselho de Segurança (CS) da ONU e o fim da "negligência" nas relações entre a Grã-Bretanha e os países latino-americanos.

"Vamos interromper o declínio da presença diplomática britânica na América Latina", disse Hague em discurso na Canning House, centro de estudos das relações entre britânicos, hispânicos e luso-brasileiros, em Londres.

O chanceler afirmou que a Grã-Bretanha "continuará a pedir por uma reforma na ONU, incluindo a expansão do Conselho de Segurança com o Brasil como membro permanente". É uma questão, segundo Hague, de "legitimidade e equilíbrio" mundial de poder.

O Brasil é atualmente membro rotativo do CS, e a vaga permanente é uma reivindicação antiga do país.

Os membros permanentes - com poder de veto sobre as resoluções que tramitam no conselho -são EUA, Grã-Bretanha, França, China e Rússia. Países emergentes reivindicam uma reforma, alegando que o CS não representa mais a distribuição de poder econômico e geopolítico do mundo atual.

No entanto, a reforma no CS não é um consenso, e sua concretização pode levar anos. Sendo assim, a fala do chanceler britânico é sobretudo um gesto diplomático, semelhante ao feito por Barack Obama, na segunda-feira, em Nova Déli, quando defendeu a entrada da Índia no CS.

'Nova forma'

Hague disse que é "hora de pensar uma nova forma sobre a América Latina e sobre as oportunidades de cooperação política, comércio e investimentos" com a região.

O chanceler afirmou que a Grã-Bretanha tem um histórico de "subestimar" o continente latino, mas que isso vai mudar na atual administração - formada por uma coalizão entre conservadores e liberais-democratas e que assumiu o poder em maio.

Ressaltou, no entanto, que a Grã-Bretanha não mudará "sua posição" quanto às ilhas Falkland (ou Malvinas) - cuja soberania é disputada com a Argentina -, sem deixar que o tema seja um "obstáculo" para a cooperação com os latino-americanos.

Num momento em que a Grã-Bretanha enfrenta um grande déficit público e aplica duras medidas de austeridade, o chanceler citou o interesse em aumentar as exportações britânicas à América Latina, que atualmente são três vezes menores do que as exportações britânicas à Irlanda, disse ele.

Como exemplo de avanços, Hague citou a missão de empresários liderada pelo secretário de Negócios, Vince Cable, que veio ao Brasil em agosto. E falou do esforço em firmar acordos comerciais para "modernizar" a Marinha brasileira.


O repórter da BBC Mundo Arturo Wallace, que acompanhou o discurso e a entrevista do chanceler nesta terça, relata que Hague parabenizou o Brasil e a presidente eleita Dilma Rousseff pelas recentes eleições, citou o Bolsa Família entre um dos "modelos" de política social implementados na região e disse que há espaço para cooperação entre Brasil e Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos (Londres será a sede em 2012; o Rio de Janeiro, em 2016).

Em entrevista em julho, Hague havia incluído o Brasil entre as prioridades do novo governo britânico em política externa, alegando que a Grã-Bretanha precisa aumentar "sua influência e seu alcance global" num momento em que "o poder econômico e as oportunidades econômicas estão se movendo para os países do Leste e do Sul".



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Confira os critérios para imigrantes qualificados



Programas dos EUA, Austrália, Grã-Bretanha e Canadá não exigem oferta de emprego.
Entre os destinos mais procurados por brasileiros, os quatro representantes da língua inglesa - Austrália, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido - oferecem programas especiais para facilitar a entrada de imigrantes qualificados. Todos estão abertos também para brasileiros.

Confira aqui os critérios básicos exigidos por cada país:

Austrália

O programa de migração qualificada do governo australiano foi criado em 1994. Para 2007/2008, o governo abriu 152,8 mil novas vagas para imigrantes qualificados.

O General Skilled Migration Programme (GSM, na sigla em inglês) é voltado a profissionais com idades entre 18 e 45 anos.

Dados do governo australiano indicam que, em 2006, dos 714 brasileiros que fizeram pedido de visto, 320 pediram através do GSM. O Departamento de Imigração e Cidadania não informou quantos foram bem-sucedidos no pedido.

Segundo o contador brasileiro Lucas Ramos, de 24 anos, que está no país através do programa, a principal dificuldade para se conseguir o GSM é a burocracia. " A quantidade de documentos e formulários a serem preenchidos é enorme. São necessários vários papéis, inclusive emitidos no Brasil".

Apesar da burocracia, não é necessário que o imigrante já tenha oferta de trabalho de uma empresa australiana para participar do GSM. No entanto, é preciso que o profissional seja de uma das áreas nas quais o país tem déficit de trabalhadores.

A lista das ocupações com demanda de profissionais é publicada pelo governo australiano e renovada conforme a necessidade. Atualmente, a relação conta com mais de 400 profissões das mais variadas.

Segundo Lucas, a oferta de emprego é alta e a contratação, incentivada pelo governo. "Como há escassez de trabalhadores, basta estar na lista das profissões em demanda e o emprego está praticamente garantido", afirmou. "Assim que o visto é emitido, o governo permite o cadastro em uma grande agência de empregos, que lista vagas nas áreas de demanda".

No entanto, ter bom nível de inglês é essencial na hora de procurar um emprego e pedir o visto, já que a Austrália é país onde o domínio do inglês tem o maior peso na soma dos pontos.

Canadá

Em 2006, o número de imigrantes qualificados aprovados pelo programa de pontuação canadense foi de 105,949.

O programa do Canadá se distingue por incluir a facilidade de adaptação do imigrante no país como um dos critérios para aprovação do visto. Denominado de "adaptabilidade", o critério analisa fatores como grau de escolaridade do cônjuge, oferta de emprego confirmada, experiência no mercado de trabalho canadense e estudo no Canadá.

Além deste, outros critérios analisados pelo governo ao emitir o visto são idade, educação, domínio do inglês ou francês, experiência profissional e oferta de emprego no Canadá.

Há também um sistema exclusivo para a província de Quebec, onde se fala francês, que tem requerimentos específicos na área de imigração. Para ser selecionado para o programa, é preciso passar por uma avaliação prévia do governo de Quebec, chamada Preliminary Evaluation for Immigration (PEI).

Grã-Bretanha

Até março deste ano, o programa para imigrantes qualificados na Grã-Bretanha era chamado de Highly Skilled Migrant Programme (HSMP, na sigla em inglês). No entanto, com a mudança nas leis de imigração do país, que substituiu todo o sistema anterior por um sistema de pontos único, nos moldes do programa australiano Points Based Scheme, o HSMP foi extinto.

Apesar disso, o governo britânico continua incentivando a vinda de imigrantes qualificados com o novo sistema e os requisitos avaliados continuam os mesmos - idade, domínio da língua, qualificação acadêmica, experiência na Grã-Bretanha e o salário do profissional no país de origem no ano anterior ao pedido.

O Ministério do Interior britânico disse à BBC Brasil que a pontuação exigida dos imigrantes desse grupo será "a mesma que estava em prática" no programa anterior.

Imigrantes qualificados que desejarem entrar ou permanecer no país, sem uma proposta de trabalho, terão de atingir 75 pontos para conseguir o visto.

Profissionais de diversas áreas de atuação como administradores, médicos, jornalistas, engenheiros e de outras atividades podem participar do programa, assim como pessoas com mestrado ou doutorado, cursados fora ou dentro da Grã-Bretanha.

Para o empresário brasileiro Hélio Santos, que trabalha no setor de petróleo e conseguiu seu visto através do extinto HSMP, os incentivos para imigrantes qualificados facilitam a vida profissional na Grã-Bretanha. "O visto de trabalho é automático, e não depende da empresa pedir para você. Acho um instrumento útil para o país pois atrai mão de obra muito qualificada".

De acordo com o Ministério do Interior, 40 mil estrangeiros entraram com pedido de visto de "imigrante altamente qualificado" em 2006, metade conseguiu o documento.

Estados Unidos

O número de imigrantes qualificados cresceu de forma significativa nos últimos anos nos Estados Unidos. Dados do Censo de 2000 revelam que um em cada cinco médicos era estrangeiro, um em cada cinco especialistas em computação, um em cada seis engenheiros e um em cada quatro astrônomos, físicos e químicos.

O governo se ajustou às mudanças no padrão de imigrantes no país e estabeleceu algumas regras por meio do programa Employment Based Immigration (Imigração com base no trabalho, em tradução livre).

Criado em 1990, o programa para priority workers (trabalhadores prioritários, em tradução livre) não é baseado em um sistema de pontuação. Nos EUA, o imigrante que pretende trabalhar nos Estados Unidos e não tem uma oferta de emprego deve demonstrar "habilidade extraordinária" em sua área de atuação.

Chamado de EB1, o visto é direcionado a profissionais das artes, ciências, negócios, educação e atletismo, assim como professores ou pesquisadores influentes e executivos de multinacionais.

Em 2006, o governo americano emitiu cerca de 37 mil vistos para imigrantes nesta categoria.

Caso o profissional não se enquadre em nenhum dos critérios exigidos, o governo americano oferece outros programas para imigrantes que pretendem trabalhar no país. No entanto, nos outros processos, é preciso que o candidato apresente uma oferta de emprego de uma empresa americana.




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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Conservadores propõem limitar entrada de imigrantes no Reino Unido


Imigração ilegal faz aumentar número de brasileiros barrados na Europa



Embaixador diz que brasileiros em situação irregular são maioria.
Ele diz que países são soberanos e podem continuar barrando viajantes

Casos de brasileiros barrados nos aeroportos da Espanha e da Inglaterra dominaram parte da atenção diplomática do governo ao longo dos últimos anos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o número de pessoas que foram deportadas ou tiveram negada a entrada em outros países quase dobrou de 2005 a 2006, chegando a 13,5 mil pessoas, e manteve a mesma tendência nos anos seguintes. Por mais que o governo se diga empenhado em proteger os direitos dos brasileiros, o Itamaraty admite que não há nada que possa ser feito para garantir o direito de entrada em outros países, que são soberanos.

“O direito internacional garante que você possa sair do seu país e voltar a ele, mas não garante o direito de entrar em um outro país. Mesmo que a pessoa tenha visto, é a autoridade migratória que decide se ela entra ou não”, explicou ao G1 o embaixador Eduardo Gradilone, diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior. Mesmo os vistos não constituem uma garantia, mas sim uma expectativa de direito, diz o MRE. As autoridades migratórias possuem a prerrogativa, caso julguem pertinente, de impedir o ingresso de terceiros em seu território.



Você sabia que:

Gastos do governo com brasileiros no exterior chegam a R$ 4 milhões ao ano
O governo brasileiro gasta cerca de R$ 4 milhões por ano com ações de apoio a cidadãos no exterior, a chamada assistência consular a casos de emergências, incluindo guerras e catástrofes, apoio a pessoas mais pobres e casos avaliados individualmente - como as buscas pelo brasileiro desaparecido nas montanhas do Maláui.



A Informação foi repassada pelo embaixador Eduardo Gradilone, diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, se referindo ao ano de 2008 e ao orçamento para este ano. Segundo ele, o gasto total ficou abaixo dos R$ 6 milhões que estariam disponíveis para este tipo de despesa.

“Nosso problema é definir como usar este dnheiro”, disse. “Temos os seguintes parâmetros: não usar o dinheiro de forma que não seja justificável do ponto de vista emergencial e para brasileiros desvalidos. Não podemos dar a um brasileiro no exterior um tratamento a que ele não teria direito se estivesse no Brasil, como oferecer auxílio que não é oferecido pelo governo brasileiro aqui.” Segundo ele, o Itamaraty procura verificar quem realmente precisa de apoio e autorizar os postos a dar essas ajudas financeiras em casos muito específicos, evitando que essas pessoas passem a depender do consulado.

Os postos consulares podem, por exemplo, indicar hospitais gratuitos para atendimento em caso de doenças, mas não podem pagar por remédios. Eles ajudam a encontrar um advogado, mas só podem pagar pelo serviço em casos extremos. Segundo Gradilone, o limite para a ajuda é estabelecido pelo bom senso e precisa estar alinhado com o que o governo oferece aos cidadãos dentro do Brasil. “Às vezes ficamos penalizados com situações em que pessoas pobres têm dificuldades, mas não podemos ajudar porque o cidadão não teria o serviço oferecido nem no Brasil. É o caso de traslado de corpos. Não podemos pagar por isso, por mais que quiséssemos ajudar as famílias, mas isso é algo que o governo não oferece dentro do Brasil, nem para brasileiros no exterior.”

Financeiramente, disse, o governo só pode contratar advogados para casos muito específicos, como quando um brasileiro é condenado à morte ou à prisão perpétua, penas inexistentes no sistema jurídico brasileiro. “Oferecemos assessoria, mesmo sem advogado, em casos de aconselhamento apenas. Podemos repatriar e atender, dar apoio financeiro, a pessoas comprovadamente desvalidas. Pessoas pobres, sem recursos e que não tenham nenhum tipo de possibilidade de pagar por algumas coisas de emergência que mereçam nossa atenção e apoio. Temos algum recurso para isso e oferecemos pequenos auxílios.”

Saiba o que consulados podem fazer por brasileiros no exterior


Segundo ele, o MRE está fazendo contato com todos os países para garantir que os brasileiros tenham tratamento digno nos aeroportos. O grande problema, entretanto, é que a maior parte dos mais de 2 milhões de brasileiros que se encontram no exterior realmente está em situação migratória irregular. “Acredito que mais de 70% das pessoas estejam irregulares. Temos quase 100% de regularidade no Japão, mas nos EUA, onde há mais de 1,3 milhão de brasileiros e na Europa, onde são quase um milhão, a maior parte dos brasileiros foi ao país, passou o prazo de permanência admitido, se engajou em atividade de trabalho e não se regularizou”, disse Gradilone.


Como o Brasil tem uma grande população, explicou, o número de viajantes e de imigrantes irregulares é maior de que de outros países, o que faz com que os controles migratórios acabem barrando muitos brasileiros. Segundo ele, entretanto, proporcionalmente, o volume de brasileiros barrados é menor do que o de cidadãos de outros países.


“O Brasil está acostumado a receber os europeus, a ter uma política liberal. Somos acostumados a tratar a imigração como uma coisa positiva e para nos é um choque, um paradoxo, sermos barrados em aeroportos europeus”, disse o embaixador. “A Europa está contaminada com a preocupação com terrorismo, segurança e agora o desemprego”, completou, justificando o maior controle nos países do continente.


O embaixador diz que a crise entre Brasil e Espanha por conta dos brasileiros barrados foi o pior momento da relação bilateral entre os dois países. Dela resultou numa reunião de alto nível que estabeleceu um parâmetro de trabalho. “Criamos uma hotline para exame de casos específicos e emergenciais de pessoas que alegam ter toda a documentação e estão sendo barradas a despeito disso. Criamos um sistema de troca de policiais migratórios entre os dois países, para que eles se conheçam melhor e se crie um ambiente de entendimento. Estamos desenvolvendo um folheto com todos os requisitos de entrada na Europa, procuramos pegar tudo o que os mais exigentes pedem, para que todas as pessoas possam ter idéia do que podem ser cobradas quando estiverem sendo recebidas em outro país.”


Segundo ele, foram assinados acordos com Espanha e Inglaterra e realizadas reuniões com a França, porque começaram a ocorrer alguns problemas com este país também.


Saiba o que os consulados podem fazer por brasileiros no exterior


Veja itens abaixo


  • Emergencias
  • Caso de Policia
  • Prisao
  • Guerras e Catastrofes
  • doencas
  • Perda de documentos
  • Morte
  • Ajuda do brasil
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Aeroportos britânicos vetam voo de passageiros que recusam scanner



Heathrow e Manchester tornam obrigatório o scanner de corpo para passageiros escolhidos.

Autoridades da Grã-Bretanha determinaram que alguns passageiros dos aeroportos de Heathrow e Manchester agora terão que passar, obrigatoriamente, pelo scanner de corpo para embarcar em seus voos.

"Se um passageiro for escolhido para passar pelo scanner e se recusar, ele não poderá embarcar", afirmou o ministro dos Transportes britânico, Andrew Adonis, em uma declaração enviada à Câmara dos Comuns.

O ministro afirmou que, no futuro próximo, apenas um pequeno número de passageiros será selecionado para passar pelo scanner de corpo.

Os dois primeiros scanners foram instalados em Heathrow e Manchester nesta segunda-feira e, até o final de fevereiro, também será instalado um em Birmingham.

No entanto, as novas regras de segurança para os aeroportos britânicos estão causando polêmica - alguns ativistas reclamam que os scanners ferem a privacidade dos passageiros, já que os aparelhos produzem uma imagem das pessoas "nuas".

Direitos dos passageiros

Os aparelhos usam ondas eletromagnéticas em todo o corpo dos passageiros para recriar uma imagem tridimensional que revela se há objetos escondidos sob as roupas. O scanner substitui o método tradicional de revista, feito por apalpamento.

A máquina já está sendo usada no Terminal 2 do Aeroporto de Manchester desde outubro de 2009, com a instalação de mais aparelhos planejada para os Terminais 1 e 3 até o fim de fevereiro.

O Ministério dos Transportes britânico já publicou um código de conduta provisório para tratar da questão da privacidade, saúde e segurança, proteção de informações e questões relacionadas à igualdade.

"O código vai determinar que os aeroportos usem o scanner de forma responsável, levando em conta os direitos dos passageiros", afirmou Andrew Adonis.

"A imagem gerada pelo scaner de corpo não pode ser arquivada ou capturada e os seguranças que observam as imagens não poderão reconhecer as pessoas', afirmou a chefe de atendimento ao consumidor do Aeroporto de Manchester Sarah Barrett.

Barrett também garantiu que o scanner de corpo não permite que os seguranças do aeroporto vejam os passageiros nus.

A introdução dos scanners de corpo foi anunciada depois da tentativa fracassada do estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir um avião que viajava da Holanda aos Estados Unidos, no dia 25 de dezembro de 2009

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aeroportos britânicos vetam voo de passageiros que recusam scanner




Heathrow e Manchester tornam obrigatório o scanner de corpo para passageiros escolhidos.

Autoridades da Grã-Bretanha determinaram que alguns passageiros dos aeroportos de Heathrow e Manchester agora terão que passar, obrigatoriamente, pelo scanner de corpo para embarcar em seus voos.

"Se um passageiro for escolhido para passar pelo scanner e se recusar, ele não poderá embarcar", afirmou o ministro dos Transportes britânico, Andrew Adonis, em uma declaração enviada à Câmara dos Comuns.

O ministro afirmou que, no futuro próximo, apenas um pequeno número de passageiros será selecionado para passar pelo scanner de corpo.

Os dois primeiros scanners foram instalados em Heathrow e Manchester nesta segunda-feira e, até o final de fevereiro, também será instalado um em Birmingham.

No entanto, as novas regras de segurança para os aeroportos britânicos estão causando polêmica - alguns ativistas reclamam que os scanners ferem a privacidade dos passageiros, já que os aparelhos produzem uma imagem das pessoas "nuas".

Direitos dos passageiros

Os aparelhos usam ondas eletromagnéticas em todo o corpo dos passageiros para recriar uma imagem tridimensional que revela se há objetos escondidos sob as roupas. O scanner substitui o método tradicional de revista, feito por apalpamento.

A máquina já está sendo usada no Terminal 2 do Aeroporto de Manchester desde outubro de 2009, com a instalação de mais aparelhos planejada para os Terminais 1 e 3 até o fim de fevereiro.

O Ministério dos Transportes britânico já publicou um código de conduta provisório para tratar da questão da privacidade, saúde e segurança, proteção de informações e questões relacionadas à igualdade.

"O código vai determinar que os aeroportos usem o scanner de forma responsável, levando em conta os direitos dos passageiros", afirmou Andrew Adonis.

"A imagem gerada pelo scaner de corpo não pode ser arquivada ou capturada e os seguranças que observam as imagens não poderão reconhecer as pessoas', afirmou a chefe de atendimento ao consumidor do Aeroporto de Manchester Sarah Barrett.

Barrett também garantiu que o scanner de corpo não permite que os seguranças do aeroporto vejam os passageiros nus.

A introdução dos scanners de corpo foi anunciada depois da tentativa fracassada do estudante nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab de explodir um avião que viajava da Holanda aos Estados Unidos, no dia 25 de dezembro de 2009.




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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Rede de hotéis oferece aquecedor de cama humano na Grã-Bretanha



A rede internacional de hotéis Holiday Inn está oferecendo um serviço para esquentar a cama dos hóspedes em três estabelecimentos na Grã-Bretanha neste mês.

Sob pedido, um funcionário de dois dos hotéis da rede em Londres e um na cidade inglesa de Manchester, no norte do país, vão se vestir em um pijama de lã antes de escorregar para dentro dos lençóis.

"O novo serviço de aquecedores de cama do Holiday Inn é um pouco como ter uma gigantesca bolsa de água quente em sua cama", disse Jane Bednall, porta-voz da rede, em um email enviado à Reuters.

O aquecedor de cama está equipado de um termômetro para medir a temperatura exigida da cama de 20 graus Celsius.

O Holiday Inn disse que o aquecedor estará totalmente vestido e deixará a cama antes de o hóspede ocupá-la. Eles não confirmaram se o aquecedor iria tomar banho antes, mas disse que os funcionários teriam os cabelos cobertos.

Florence Eavis, porta-voz do Holiday Inn, não soube explicar por quê as camas não eram aquecidas por bolsas de água quente ou cobertores elétricos, mas admitiu que o método humano era peculiar.

O Holiday Inn está promovendo o serviço com a ajuda do especialista em sono Chris Idzikowski, diretor do Centro de Sono de Edimburgo, que disse que a ideia poderia ajudar as pessoas a dormir.

"Há muita evidência científica para mostrar que o sono chega no início da noite, quando a temperatura corporal começa a cair", disse ele. "Uma cama quente -- aproximadamente 20 a 24 graus Celsius -- é um bom modo de iniciar esse processo, considerando que uma cama fria inibiria o sono".

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Procuradora-geral britânica é multada por empregar imigrante ilegal


Patricia Scotland criou legislação que tornou ilegal empregar ilegais e sofre pressão para renunciar.

A Procuradora-Geral do governo britânico, baronesa Patricia Scotland, recebeu uma multa equivalente a US$ 8 mil por ter contratado uma governante que não tinha permissão para trabalhar na Grã-Bretanha.

A UK Border Agency, agência que controla as fronteiras do país, afirmou que a procuradora tomou providências para conferir o passaporte de Loloahi Tapui, nacional de Tonga, para se certificar de que ela tinha direito de trabalhar.

A baronesa falhou, no entanto, ao não guardar uma cópia dos documentos, como exige a lei - explicou a agência.

Partidos de oposição dizem que a posição da Procuradora-Geral é insustentável e pedem sua renúncia, mas o governo argumenta que a baronesa cometeu um "engano".

Legislação

A baronesa Scotland, principal assessora jurídica do governo, responsável por supervisionar todos os processos criminosos na Inglaterra e País de Gales, ajudou a criar a legislação sobre o emprego de imigrantes ilegais quando era ministra do Interior.

Segundo a lei, mesmo aqueles que empregam trabalhadores ilegais sem saber de sua situação estão sujeitos a multas equivalentes a até US$ 16 mil.

Em uma declaração, a Procuradora-Geral admitiu que cometeu uma "infração técnica" e pediu desculpas pelo erro.

"Recebi uma multa administrativa. Não se trata de um ato criminoso, mas de ter falhado em fazer uma fotocópia de um documento, algo que eu admito estar errado e por isso peço desculpas", afirmou a baronesa em entrevista à BBC.

"Esta mulher trabalhava na região e era casada com um advogado. Eu confiei nos documentos que vi", afirmou.

"Eu acreditei que a mulher que empreguei era honesta, digna de confiança e com direito a estar aqui".

O correspondente da BBC para assuntos britânicos Daniel Sanford analisou a lista de todos as multas já aplicadas depois da adoção da nova lei sobre o emprego de imigrantes ilegais.

Segundo ele, a baronesa Scotland foi a única pessoa física - e não jurídica - entre as mais de 1,1 mil multas já aplicadas.




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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Homem é acusado de se passar por adolescente no Facebook e matar jovem


Acusado de crime, de 32 anos, teria se passado por jovem de 16 anos na Inglaterra.


- Um homem na Grã-Bretanha está sendo acusado de se passar por um adolescente de 16 anos na internet para sequestrar e matar uma jovem britânica.

Segundo o jornal britânico Independent, a polícia suspeita que os dois teriam se conhecido pelo site de relacionamentos Facebook.

O homem de 32 anos, cujo nome não foi revelado, é acusado de matar Ashleigh Hall, de 17 anos, cujo corpo foi encontrado na segunda-feira em um campo no condado de Durham, no nordeste da Inglaterra.

Ele é acusado de fingir que tinha 16 anos durante a conversa pelo Facebook para convencer Ashleigh a encontrá-lo. A jovem mentiu à sua mãe que iria dormir na casa de uma amiga. A adolescente foi encontrada com sinais de estrangulamento, mas a causa precisa da morte ainda está sendo investigada. Não há sinais de crime sexual.

Alerta

O acusado deve apresentar-se nesta quarta-feira a um tribunal na cidade de Newton Aycliffe. Ele tem um histórico de crimes sexuais.

Eamonn Farrar, diretor da escola onde a adolescente estudava, disse que Ashleigh era uma menina "adorável".

"Ela estava sempre sorrindo, era muito cordial e nunca causava problemas", disse Farrar. O computador da jovem será analisado pela perícia na investigação do caso.

O homem foi preso pela polícia em uma estrada próxima ao campo onde o corpo da jovem foi encontrado.

O policial encarregado do caso, Paul Harker, fez um alerta para que os internautas evitem se encontrar com pessoas que conheçam via internet, a não ser que tenham totais garantias de que o encontro será seguro.

Um porta-voz de uma agência britânica de proteção a crianças alertou que os pais devem monitorar como seus filhos usam a internet.