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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Reverendo britânico pega 4 anos de prisão por casar imigrantes ilegais


Fasano UK
Alex Brown conduziu 360 uniões falsas entre 2005 e 2009, no maior esquema de casamentos falsos do país.


A Justiça britânica condenou nesta segunda-feira um reverendo a quatro anos de prisão por ter celebrado centenas de casamentos de conveniência, com o objetivo de facilitar a permanência de imigrantes ilegais no país.

O reverendo da Igreja Anglicana Alex Brown, 61 anos, conduziu 360 uniões falsas entre 2005 e 2009 na Igreja de Pedro e Paulo, na pequena cidade de St. Leonards, condado de Sussex (sul da Inglaterra). A Promotoria considera este o maior esquema de casamentos falsos já levado à Justiça no Reino Unido.

Outros dois acusados de participar do golpe também pegaram quatro anos de cadeia: o advogado e pastor evangélico Michael Adelasoye, 50 anos, e Vladimir Buchak, 33, considerado o "recrutador" das noivas de mentira.

O trio havia sido condenado em julho passado por conspiração para facilitar violações da lei de imigração britânica.


O esquema consistia em celebrar a união de, na maioria dos casos, homens africanos com mulheres do Leste Europeu já legalizadas e residentes no país.

Embora muitos desses imigrantes da África tivessem entrado legalmente no Reino Unido, eles já haviam esgotado seus recursos para pedir residência permanente e corriam risco de deportação.

Buchak - um ucraniano que vivia ilegalmente no Reino Unido desde 2004 - pagava até 3 mil libras (cerca de R$ 8 mil) às mulheres para participarem dos casamentos.

Já Adelasoye usava seu conhecimento da lei para ajudar os imigrantes com seus requerimentos ao Ministério do Interior britânico.

Depois de celebrados os casamentos, os imigrantes, a maior parte deles nigerianos, poderiam se beneficiar dos sistemas públicos de educação, saúde e seguridade social britânicos.


No auge do funcionamento do esquema, o reverendo Brown chegou a realizar oito uniões por domingo. Já os ganhos da igreja pularam de mil libras (cerca de R$ 2,6 mil) para 22 mil libras (aproximadamente R$ 58 mil) nos primeiros seis meses de 2009.

As cerimônias incluíam casais que chegavam com alianças de tamanho errado, noivos que não conseguiam se comunicar em uma língua comum e diversos casos de indivíduos que se casavam com pessoas diferentes das que haviam declarado.

Nos documentos apreendidos pela agência de imigração britânica após a prisão do padre, em junho deste ano, cópias das certidões de casamento indicavam que os endereços fornecidos por centenas de noivos eram falsos. Por exemplo, 90 casais disseram viver em uma mesma rua, enquanto 52 disseram viver em outra.

Em sua defesa, o reverendo Brown alegou que só celebrou a união de casais que acreditava serem legítimos e negou ter lucrado com o esquema.

Os promotores afirmaram que, embora Buchak fosse o mentor, Brown deveria ter conhecimento de que os casamentos eram de mentira.

O juiz do caso também sentenciou o reverendo a cinco meses de prisão por realizar casamentos sem seus devidos anúncios públicos antecipados na paróquia, uma prática obrigatória no Reino Unido.

sábado, 20 de novembro de 2010

Hora de trocar o Reino Unido pelo Brasil?


Hora de trocar o Reino Unido pelo Brasil?

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Após crise, 'pequeno Brasil' na Irlanda tem 50% menos brasileiros
Mesmo com a crise, Gisele não quer 'trocar o certo pelo duvidoso'

O agravamento da crise econômica na Irlanda está interrompendo os planos de brasileiros que escolheram o chamado "Tigre Celta" como destino de imigração.

A crise, que começou a atingir o país em 2008, vem afetando principalmente os imigrantes ilegais, segundo Parkieson de Castro, da Embaixada brasileira em Dublin.

"Quem está em situação ilegal, que veio procurando emprego mas não encontra, está fazendo o caminho de volta. Já as pessoas estabelecidas aqui, com esposas ou maridos irlandeses, tendem a ficar, a não ser que surja uma boa oportunidade no Brasil", diz.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que há aproximadamente 20 mil brasileiros vivendo na Irlanda.

A embaixada não tem estatísticas oficiais do numero de brasileiros retornando para casa.

Mas as estimativas apontam que em Gort, a cidade que um dia ficou conhecida como o "pequeno Brasil" na Irlanda, mais de 50% população de brasileiros já retornaram para o país natal desde o início da crise.

No auge do boom irlandês, quase metade da população de Gort era formada por brasileiros. Agora, de acordo com o sociólogo Frank Murray, as ruas e casas vazias são sinais claros do êxodo brasileiro.

Se antes a população brasileira em Gort chegava a quase 2 mil, as estimativas são de que agora esse número caiu pela metade.

A estatística só não caiu mais porque Gort ainda continua a receber brasileiros que antes viviam em outras regiões da Irlanda onde a política para imigrantes está ficando mais restrita.

"A dificuldade é que muitos brasileiros não têm documentos e, diferentemente dos irlandeses, não têm direito a benefícios sociais e assistência financeira se ficarem desempregados", diz Murray.

Frigorífico que atraiu brasileiros hoje é um galpão abandonado

"Os brasileiros estão entendendo que as coisas não vão melhorar aqui, e é o mesmo para todos os imigrantes. Muitos poloneses também foram embora. A ficha esta caindo e eles estão percebendo que têm de voltar, porque aqui não existem mais condições."

Abandono

Um frigorífico que empregava muitos brasileiros no passado é agora apenas um prédio abandonado. No muro da construção, ainda restam as placas escritas em inglês e português.

A única loja de produtos alimentícios brasileiros que ainda mantém as portas abertas vende hoje 40% a menos do que já chegou a negociar.

Gislene é uma das poucas funcionarias que ainda trabalha na loja. Na Irlanda há três anos, ela lembra que nos bons tempos o estabelecimento chegou a ter quatro funcionários, além da dona. Hoje, só sobraram duas empregadas.

Mesmo com os sinais da crise e o declínio no volume de trabalho, Gislene mantém uma atitude otimista em relacão à Irlanda e diz que pretende ficar no país enquanto tiver trabalho. "Para que a gente vai largar o certo pelo duvidoso?", questiona Gislene.

Ela acredita que muitos dos brasileiros que estão indo embora já atingiram os seus objetivos. Ela acha que os que não conseguiram fazer o pé-de-meia e estão retornando ao Brasil com a esperança de uma situação melhor podem se decepcionar.

"Já ouvi falar que o Brasil está bom, que o Brasil melhorou, que está bom de emprego. Mas muitas pessoas estão esquecendo que o Brasil é bom para quem tem escolaridade, porque hoje em dia até para trabalhar de auxiliar de limpeza você precisa de estudo", diz.

"A maioria das pessoas que estão aqui não tem um alto nível de escolaridade, então eu acho melhor ficar e desenvolver o inglês para, quando for embora, ir com uma garantia de um objetivo melhor no Brasil."

Placa bilíngue mostra como o português se tornou comum na Irlanda

Crise

A Irlanda é um dos países mais afetados pela crise econômica na Europa. Após um período de elevado ritmo de crescimento econômico, o país foi do boom ao desastre financeiro em um espaço de apenas três anos.

Desde 2008, o preço dos imóveis caiu entre 50% e 60% e os recursos para ajudar o sistema bancário são estimados em 45 bilhões de euros (mais de R$ 100 bilhões).

A União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão negociando um pacote de ajuda que pode chegar a US$ 110 bilhões, mas o governo tem relutado em aceitar o dinheiro.

Entretanto, o ministro irlandês das Finanças, Brian Lenihan, admitiu que o país vai precisar de ajuda externa para resolver sua grave crise fiscal e a alta dívida dos bancos.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

União Europeia e Brasil negociam a isenção total de vistos



Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) avaliaram, durante a reunião do Conselho, em Bruxelas, o andamento das negociações de um acordo que deve eliminar a exigência de visto de entrada com o Brasil, com o objetivo de fechar o pacto em breve.

Atualmente, desde que seja por um período curto, os habitantes dos países europeus entram no Brasil sem visto, mas o benefício não é válido para todas as nações. Cidadãos da Letônia, Chipre, Malta e Estônia precisam de visto, informou o Conselho da UE em comunicado.

Segundo fontes comunitárias, o bloco europeu e o governo brasileiro trabalham na tentativa firmar um acordo de reciprocidade total para a cúpula UE-Brasil, que poderá ser celebrado em 6 de outubro, em Estocolmo

O diretor-geral adjunto de Relações Exteriores da Comissão, Stefano Sannino, disse na semana passada que a UE espera chegar à reunião com a possibilidade de assinar finalmente o acordo, para que o regime aplicado a maior parte dos países europeus seja estendido aos que ainda têm restrições.

Até 2004, havia uma reciprocidade total entre Brasil e a UE, já que nenhum exigia visto para a entrada em seus respectivos territórios. No entanto, após a adesão de dez nações à UE, neste ano, e de outros dois em 2007, os cidadãos desses novos membros estão sujeitos à exigência de vistos em caso de ingresso no Brasil, enquanto os brasileiros seguem tendo isenção para toda a UE em viagens de curta duração.

Outro assunto abordado pelos ministros diz respeito à imposição de visto por parte do Canadá aos cidadãos da República Tcheca, uma decisão adotada em julho para frear os pedidos de asilo recebidos de cidadãos tchecos. Medida idêntica também foi adotada com relação ao México, pelo mesmo motivo.

O Conselho encorajou à Comissão Europeia (CE) a seguir buscando uma solução com as autoridades canadenses, com o objetivo de restaurar as viagens sem visto aos tchecos o mais breve possível, já que os canadenses têm acesso liberado a qualquer país da UE.



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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Inglaterra endurece legislação para estudantes estrangeiros



Novas regras preveem inglês avançado e jornada de trabalho de 10 horas por semana para intercambistas

O governo britânico anunciou que dificultará o processo para obtenção de vistos de estudantes, em uma tentativa de prevenir o que chama de "abusos do sistema" por parte de candidatos que, na realidade, chegam ao país para trabalhar.

O ministro britânico do Interior, Alan Johnson, informou que as novas regras exigirão que os alunos tenham um determinado nível de inglês e reduzirão o número de horas que os estudantes poderão trabalhar se estiverem em curso abaixo de nível universitário.

Ele acrescentou que as regras, mais rígidas, não se dirigem aos estudantes genuínos, e sim aos que chegam ao país com a finalidade primária de trabalhar.

"Os estudantes estrangeiros que pretendem vir para a Grã-Bretanha por razões legítimas de estudo continuam a ser bem-vindos. Mas os que vêm primariamente pelo trabalho, não tenham dúvida de que vamos ser mais duros com os que ignoram as regras", afirmou o ministro, em um comunicado.

No ano escolar de 2008/09, o governo emitiu 242 mil vistos de estudantes. Outros 100 mil pedidos foram recusados.

Um porta-voz do Ministério do Interior confirmou que a mudança terá um "impacto significativo" neste número a partir do próximo ano escolar, mas não confirmou rumores de que a redução seria de dezenas de milhares.

  • Regras

Entre as regras, que entrarão em vigor em questão de semanas, segundo o governo, está a de que os estudantes de fora da União Europeia necessitarão de um nível de inglês avançado, em vez de inicial, como ocorre atualmente.

Quem estiver em um curso com nível abaixo de nível universitário só poderá trabalhar 10 horas por semana, e não 20 horas semanais como atualmente.

Além disso, estudantes em cursos com duração menor que seis meses não poderão trazer dependentes para o país, e os dependentes de estudantes em cursos com nível abaixo de universitário não poderão trabalhar.

  • Mudanças

As mudanças são anunciadas uma semana após a agência de imigração britânica ter suspendido pedidos de visto provenientes do norte da Índia, Nepal e Bangladesh.

A questão ganhou importância quando veio a público a notícia de que o nigeriano que tentou explodir um avião em Detroit, Umar Farouk Abdulmutallab, estudou em Londres e desenvolveu ligações com a rede Al Qaeda no Iêmen após deixar a Grã-Bretanha.

No ano passado, a Grã-Bretanha introduziu um sistema de pontos, no qual cada critério corresponde a determinado número de pontos. Por esse esquema, os estudantes precisam ter uma nota 40 para obter seu visto.

"Criamos nosso sistema de pontos de forma que podemos responder rapidamente à mudança de circunstâncias, quando isto for necessário, para elevar o nível que os estudantes precisam ter para vir para a Grã-Bretanha", disse o ministro.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Re: Governo Ingles anuncia endurecimento de medidas de imigração.






Exclusividade de britânicos para algumas profissões é um dos pontos recrudescidos

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou na ultima quinta-feira, 12, um endurecimento nas leis de imigração que prevê uma redução do número de profissões para as quais poderão ser contratados cidadãos europeus, segundo a agência AFP.


Em seu primeiro grande discurso sobre imigração desde que assumiu o cargo, em junho de 2007, Brown prometeu recrudescer os critérios do sistema de pontes vigente na atualidade, que permite que imigrantes possam trabalhar no Reino Unido.


Segundo o premiê, a imigração não deveria ser um tabu deixado de lado pelos grandes partidos, e aqueles que se preocupam com o tema não devem ser chamados de racistas.


Brown defendeu o sistema de pontos, vigente desde o início de 2008, que determina quais cidadãos de países membros do Espaço Econômico Europeu (os 27 membros da União Europeia, a Islândia, Luxemburgo e a Noruega) podem imigrar ao Reino Unido e em quais condições. O sistema ajudou a reduzir em 44% a imigração em 2008, acrescentou o premiê.


O primeiro-ministro anunciou que várias profissões (médicos especialistas, engenheiros civis ou aeronáuticos, oficiais da marinha mercante) serão retirados da lista dos que podem ser contratados por empregadores britânicos para suprir a escassez local.


A lista será reduzida a partir de 2010, segundo Brown. O período que uma vaga de emprego é oferecida prioritariamente aos britânicos passará de duas para quatro semanas, acrescentou o premiê, explicando que essas adaptações manterão a "flexibilidade" do sistema.


Na ocasião, Brown não deixou de criticar os conservadores, favoritos a vencer as eleições. O premiê britânico disparou contra a proposta da oposição de criar uma cota anual de imigrantes, o que considerou "inflexível e arbitrário".


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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Grã-Bretanha cogita restringir vistos de estudante



Medida faz parte de um plano do governo para edurecer leis de imigração

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou nesta quinta-feira planos para endurecer as leis de imigração e tornar mais difícil a entrada de imigrantes ilegais no país.

Em um discurso em Londres, o premiê disse que o governo vai estudar uma possível restrição a vistos de estudante para evitar que eles sejam usados por pessoas que querem entrar no país para trabalhar ilegalmente.

Uma das possíveis medidas a serem adotadas seria a concessão de vistos de estudante com direito a trabalhar apenas para estudantes de graduação ou pós-graduação.

Os vistos de estudante britânicos, concedidos a pessoas matriculadas tanto em cursos superiores quanto em cursos rápidos de línguas, dão direito de trabalhar por até 20 horas semanais, mas muitos estudantes ultrapassam esse limite ou acabam ficando ilegais no país após o término do curso.

Segundo dados do governo britânico, um em cada sete pedidos de visto para o país é para estudantes. No último ano fiscal, foram concedidos 242 mil vistos de estudante para a Grã-Bretanha, mas outros 100 mil foram recusados.

Profissões

Em seu discurso, Brown anunciou ainda uma mudança na lista de profissionais de fora da Europa que poderão receber vistos de trabalho no país. Entre os profissionais que poderão ser prejudicados estão engenheiros e chefs de cozinha.

O premiê disse que o sistema de pontuação para a concessão de vistos para imigrantes qualificados, introduzido no ano passado, contribuiu para a queda de 44% na entrada de imigrantes no país.

Segundo ele, o novo sistema garantiria novos cortes no número de imigrantes chegando ao país e manteria, ao mesmo tempo, a flexibilidade do mercado de trabalho na Grã-Bretanha.

As declarações do premiê ocorrem em meio aos altos índices de desemprego no país por conta da crise econômica global e às críticas às políticas de imigração do governo.

Segundo os últimos dados, 2,46 milhões de pessoas, ou 7,8% da população economicamente ativa, estão desempregadas hoje na Grã-Bretanha.

Em junho, o Partido Nacional Britânico (BNP, na sigla em inglês), de ultradireita, que defende uma maior restrição à imigração, conseguiu votos suficientes para eleger pela primeira vez dois representantes no Parlamento Europeu.

O principal partido de oposição no país, o Partido Conservador, favorito para as eleições gerais previstas para o ano que vem, também propôs uma limitação ao número de imigrantes no país.

O Partido Trabalhista, de Brown, sempre defendeu uma posição mais aberta em relação à imigração e a ideia de que a chegada de imigrantes é positiva para a cultura e para o mercado de trabalho do país.

'Tabu'

Em seu discurso nesta quinta-feira, o premiê disse que o problema da imigração deve ser discutido e não é uma questão exclusiva para "os partidos marginais" ou um "um assunto tabu".

"Nunca concordei com o elitismo preguiçoso que não reconhece a imigração como uma questão, ou que classifica qualquer um com preocupações sobre a imigração de racista", afirmou Brown.

"Esta é uma questão que está no coração de nossa política, uma questão sobre o que significa ser britânico e sobre os valores que nos são caros e as responsabilidades que esperamos daqueles que chegam ao nosso país, de como assegurar as competências de que precisamos para competir na economia global e de como preservamos e fortalecemos nossas comunidades", disse o premiê.

Segundo ele, as opiniões sobre a imigração variam conforme seu efeito sobre as pessoas. "Se o principal efeito da imigração sobre sua vida é tornar mais fácil encontrar um encanador, ou ser atendido por médicos ou enfermeiros estrangeiros em seu hospital local, você provavelmente vai pensar mais sobre os benefícios da imigração do que sobre os possíveis custos", disse.

"Mas as pessoas querem garantias de que aqueles que chegam aceitarão suas responsabilidades assim como seus direitos de viver aqui - obedecer a lei, falar inglês e dar suas contribuições"

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Procuradora-geral britânica é multada por empregar imigrante ilegal


Patricia Scotland criou legislação que tornou ilegal empregar ilegais e sofre pressão para renunciar.

A Procuradora-Geral do governo britânico, baronesa Patricia Scotland, recebeu uma multa equivalente a US$ 8 mil por ter contratado uma governante que não tinha permissão para trabalhar na Grã-Bretanha.

A UK Border Agency, agência que controla as fronteiras do país, afirmou que a procuradora tomou providências para conferir o passaporte de Loloahi Tapui, nacional de Tonga, para se certificar de que ela tinha direito de trabalhar.

A baronesa falhou, no entanto, ao não guardar uma cópia dos documentos, como exige a lei - explicou a agência.

Partidos de oposição dizem que a posição da Procuradora-Geral é insustentável e pedem sua renúncia, mas o governo argumenta que a baronesa cometeu um "engano".

Legislação

A baronesa Scotland, principal assessora jurídica do governo, responsável por supervisionar todos os processos criminosos na Inglaterra e País de Gales, ajudou a criar a legislação sobre o emprego de imigrantes ilegais quando era ministra do Interior.

Segundo a lei, mesmo aqueles que empregam trabalhadores ilegais sem saber de sua situação estão sujeitos a multas equivalentes a até US$ 16 mil.

Em uma declaração, a Procuradora-Geral admitiu que cometeu uma "infração técnica" e pediu desculpas pelo erro.

"Recebi uma multa administrativa. Não se trata de um ato criminoso, mas de ter falhado em fazer uma fotocópia de um documento, algo que eu admito estar errado e por isso peço desculpas", afirmou a baronesa em entrevista à BBC.

"Esta mulher trabalhava na região e era casada com um advogado. Eu confiei nos documentos que vi", afirmou.

"Eu acreditei que a mulher que empreguei era honesta, digna de confiança e com direito a estar aqui".

O correspondente da BBC para assuntos britânicos Daniel Sanford analisou a lista de todos as multas já aplicadas depois da adoção da nova lei sobre o emprego de imigrantes ilegais.

Segundo ele, a baronesa Scotland foi a única pessoa física - e não jurídica - entre as mais de 1,1 mil multas já aplicadas.




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