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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

COMISSÃO BRITÂNICA DIZ QUE IMIGRANTES DEVEM APRENDER INGLÊS PARA TRABALHAR

 


  
Os estrangeiros que querem trabalhar no Reino Unido ou unir-se ao cônjuge que vive no país deveriam aprender inglês, afirmou a Comissão sobre Integração e Coesão em relatório divulgado hoje. 

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O órgão, criado em 2006 pelo Governo para analisar a integração no Reino Unido, afirma no documento que o idioma é o principal obstáculo nas relações entre as comunidades.

A comissão, cujo texto é preliminar, informou que recomendará às Prefeituras que parem de oferecer alguns serviços de tradução para estimular os imigrantes a aprender inglês.

Segundo o relatório, o Governo deveria considerar uma mudança nas leis de imigração para garantir que as pessoas que entrarem no país tenham bons conhecimentos de inglês antes de permitir que trabalhem ou unam-se aos cônjuges.

O Governo britânico pediu que a comissão elaborasse uma série de propostas, com o objetivo de conseguir uma maior integração.

"Está claro que aprender inglês é responsabilidade do indivíduo, mas as autoridades locais, o Governo central e os empregadores têm um trabalho central de apoiar os imigrantes a melhorar seus conhecimentos do idioma", disse o presidente da comissão, Darra Singh.

Para Singh, o domínio do inglês permitirá aos imigrantes mais integração na sociedade britânica e melhor acesso a postos de trabalho.

"Se não puder falar inglês, seja um novo imigrante ou alguém que viveu aqui durante anos, está no caminho do isolamento e da separação", ressaltou Singh.

Um porta-voz do Departamento para as Comunidades e o Governo Local disse hoje que responderá às recomendações da comissão após a divulgação do relatório final, em junho.

"Como dissemos antes, há vezes em que tem sentido traduzir certos materiais para garantir que as pessoas possam ter acesso a certas informações que são vitais", disse o porta-voz.

"No entanto, é necessário um equilíbrio, para que a tradução não seja um obstáculo no aprendizado do inglês", acrescentou.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Imigração: Reino Unido deve ter mais restrições a partir de 2011




Revista Digital Fasano,24hrs com você

Entre a comunidade brasileira no Reino Unido, a dica que circula em assuntos de imigração legal é invariavelmente agir rápido antes que as autoridade mudem a legislação. 


Nos últimos anos, o governo britânico tem estabelecido uma série de restrições que se aplicam até aos níveis mais básicos de entrada no país. Um exemplo foi o recente anúncio do ministro do Interior, Alan Johnson, de que estudantes internacionais terão de submeter a um novo teste de conhecimentos de inglês e que alunos de cursos curtos, de menos de um ano, não mais poderão trazer parentes.

As novas regras também vão incluir uma redução de 20 para 10 horas na jornada legal de trabalho permitida para detentores de visto de estudante como forma de coibir os casos de matrículas-fantasmas. Reforçaram um já draconiano sistema de pontos para garantir o visto estudantil. No caso da busca por vistos permanentes e cidadania, os britânicos ainda têm uma das legislações mais liberais da Europa, mas além de estarem aumentando o preço de serviços e criando taxas para dependentes, a partir de 2011 haverá ainda mais restrições.

Uma das novas medidas será a criação de um patamar intermediário de cidadania, em que o governo esperará dos candidatos uma demonstração de compromisso com os valores britânicos, que poderá também reduzir o tempo de espera pela cidadania. Todos os casos incluem um teste de conhecimentos gerais sobre a cultura britânica, cuja dificuldade foi aumentada desde sua introdução, e que mesmo cidadãos britânicos consideram difícil.

Mesmo depois da obtenção de cidadania há barreiras: cidadãos naturalizados em busca do primeiro passaporte britânico, por exemplo, têm de se submeter a uma entrevista para comprovar sua identidade, em que há uma sabatina sobre uma variedade de assuntos ligados a dados pessoais. Ainda assim, mais de um milhão de passaportes britânicos foram emitidos para naturalizados desde 1997, o ano em que o Partido Trabalhista subiu ao poder.

Desde então, a imigração se transformou num dos assuntos que eleitores colocam entre os mais importantes em pesquisas de opinião. Daí não ser surpresa as mudanças de atitude.

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Veja também: 

Ministro pede que Britãnicos denunciem imigrantes ilegais. 
Comissão Britanica diz que imigrantes devem aprender inglês para trabalhar
Empresas britânicas terão que pagar seguro de saúde


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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Europeus reagem a trabalhador estrangeiro



Greves e protestos desafiam livre circulação de mão de obra na UE

Recessão na Europa faz explodir uma tensão latente entre trabalhadores locais e milhões de imigrantes que nos últimos anos chegaram ao continente. Ontem, trabalhadores de uma usina nuclear na Inglaterra decidiram fechar a instalação em uma greve contra a decisão de uma empresa de dar postos de trabalho para italianos e portugueses. Nas obras para preparar Londres para as Olimpíadas 2012, dezenas de romenos foram demitidos para dar lugar a ingleses.

Com desemprego batendo taxas recordes, vários partidos de oposição e de extrema direta já questionam governos sobre a abertura de suas fronteiras e um dos pilares da construção da UE: a livre circulação de trabalhadores. Em Bruxelas, a ordem é evitar o protecionismo.

Na Itália, membros do governo já indicaram a necessidade de rever as cotas para a imigração, em uma medida explicitamente protecionista. Na Suíça, o Parlamento aprovou uma lei endurecendo os controles sobre imigrantes e, no Parlamento Europeu, uma lei será aprovada nesta semana criando duras penas contra empregadores que derem trabalho para pessoas sem visto.

Mas é no Reino Unido que a tensão se transformou em uma crise política. Trabalhadores de uma refinaria da Total iniciaram uma greve diante da decisão da empresa de dar 200 postos de trabalho a estrangeiros, com salários mais baixos.

O protesto se espalhou e já envolve várias regiões e centenas de trabalhadores. Ontem quase mil empregados da usina nuclear de Sellafield, no Oeste da Inglaterra, optaram por interromper o trabalho por 24 horas.

Na Inglaterra, o desemprego atingiu neste mês sua maior taxa em 11 anos, com 2 milhões de desempregados. Ontem, o ministro de Indústrias do Reino Unido, Peter Mandelson, criticou propostas de que barreiras formais aos estrangeiros devessem ser criadas.

Segundo ele, 300 mil empresas britânicas dependem de estrangeiros e as abertura das fronteiras é uma condição para a existência da UE. Mas, na surdina, o governo demitiu cerca de 200 romenos que trabalhavam ilegalmente nas obras para preparar Londres para os Jogos Olímpicos de 2012.

Em Londres, o governo endurece a política antiimigração. Mas os protestos em relação aos imigrantes se proliferaram. Na sede da Total, em Paris, cerca de 600 pessoas fizeram um protesto.

Na Suécia e Finlândia, casos já chegaram às Cortes Supremas.Empregados questionavam a autorização de empresas para contratar trabalhadores do Leste Europeu por salários mais baixos. A corte autorizou.