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segunda-feira, 22 de março de 2010

União Europeia e Brasil negociam a isenção total de vistos



Os ministros de Exteriores da União Europeia (UE) avaliaram, durante a reunião do Conselho, em Bruxelas, o andamento das negociações de um acordo que deve eliminar a exigência de visto de entrada com o Brasil, com o objetivo de fechar o pacto em breve.

Atualmente, desde que seja por um período curto, os habitantes dos países europeus entram no Brasil sem visto, mas o benefício não é válido para todas as nações. Cidadãos da Letônia, Chipre, Malta e Estônia precisam de visto, informou o Conselho da UE em comunicado.

Segundo fontes comunitárias, o bloco europeu e o governo brasileiro trabalham na tentativa firmar um acordo de reciprocidade total para a cúpula UE-Brasil, que poderá ser celebrado em 6 de outubro, em Estocolmo

O diretor-geral adjunto de Relações Exteriores da Comissão, Stefano Sannino, disse na semana passada que a UE espera chegar à reunião com a possibilidade de assinar finalmente o acordo, para que o regime aplicado a maior parte dos países europeus seja estendido aos que ainda têm restrições.

Até 2004, havia uma reciprocidade total entre Brasil e a UE, já que nenhum exigia visto para a entrada em seus respectivos territórios. No entanto, após a adesão de dez nações à UE, neste ano, e de outros dois em 2007, os cidadãos desses novos membros estão sujeitos à exigência de vistos em caso de ingresso no Brasil, enquanto os brasileiros seguem tendo isenção para toda a UE em viagens de curta duração.

Outro assunto abordado pelos ministros diz respeito à imposição de visto por parte do Canadá aos cidadãos da República Tcheca, uma decisão adotada em julho para frear os pedidos de asilo recebidos de cidadãos tchecos. Medida idêntica também foi adotada com relação ao México, pelo mesmo motivo.

O Conselho encorajou à Comissão Europeia (CE) a seguir buscando uma solução com as autoridades canadenses, com o objetivo de restaurar as viagens sem visto aos tchecos o mais breve possível, já que os canadenses têm acesso liberado a qualquer país da UE.



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sábado, 26 de dezembro de 2009

Estudante Universitario de Londres e preso apos tentativa de detonar avião



Comissão Europeia


A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), disse ter ficado "horrorizada" com a tentativa de atentado terrorista contra um avião com 278 passageiros a bordo que nesta sexta-feira ia de Amsterdã para Detroit.

"Este incidente mostra mais uma vez que a vigilância na luta contra o terror é necessária o tempo todo", disse em nota o comissário europeu de Justiça e Interior, Jacques Barrot.

"Estou horrorizado", admitiu Barrot, que confirmou que a Comissão Europeia está em contato com as autoridades competentes, tanto holandesas como americanas, para se certificar de que todas as normas e procedimentos foram respeitados na Europa.

Nigeriano que atacou avião nos EUA pode não ser da Al Qaeda

Em Londres, a Scotland Yard investiga o fato de o autor do ataque ter estudado em univerdidade inglesa

  • Agências internacionais

As autoridades norte-americanas ainda não deixaram claro se o homem que explodiu um artefato durante um voo de Amsterdã, Holanda, para Detroit, nos Estados Unidos, é de fato ligado ao Al-Qaeda, conforme disse, ou a outro grupo extremista. Já se trabalha, inclusive, com a suspeita de que o autor do ataque tenha agido sozinho.

O homem teria embarcado na Nigéria, passando por Amsterdã e tendo como destino Detroit, disse o presidente do Comitê de Segurança Doméstica da Câmara dos EUA, o republicano Peter King, à rede CNN. Uma porta-voz da polícia do aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, não comentou sobre o caso ou sobre os procedimentos de segurança tomados no voo 253.

Uma autoridade legal afirmou que o homem disse ter sido instruído pelo Al-Qaeda para detonar o avião em solo norte-americano, mas outra autoridade advertiu que tal afirmação não pôde ser imediatamente confirmada e que o homem pode ter agido independentemente, inspirado, mas não especificamente treinado ou sob ordens de grupos terroristas. Abdul Mutallad disse ainda às autoridades que recebeu o artefato no Iêmen.

Embora o nigeriano não apareça na lista da Agência de Segurança do Transporte dos que não podem viajar, o nome dele está incluído na relação do Governo americano de suspeitos de terrorismo.

O vice-presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, ordenou que as agências de segurança do país investiguem o ataque ao avião americano, segundo informou o governo neste sábado, 26.

"Como uma nação, abominamos qualquer forma de terrorismo. O vice-presidente direcionou as agências de segurança para iniciarem uma completa investigação do incidente", disse a ministra da Informação Dora Akunyili em um comunicado.

"Enquanto medidas estão sendo tomadas para verificar a identidade do suspeito e sua motivação, nossas agências vão cooperar inteiramente com as autoridades americanas durante as investigações", prossegue o comunicado.

Oficiais da Autoridade de Aviação Civil da Nigéria e da Autoridade dos Portos Federais se encontraram neste sábado para discutir o incidente.

"Todas as medidas necessárias de segurança estão sendo tomadas na Nigéria. Qualquer passageiro, incluindo membros da tripulação, ou qualquer voo é objeto do mesmo rastreamento", disse o porta-voz da Autoridade dos Aeroportos Federais da Nigéria.

A Nigéria é o país mais populoso da África, dividida, a grosso modo, entre cristãos e muçulmanos, espalhados por mais de 200 grupos étnicos que geralmente vivem pacificamente lado a lado.

Não tem havido evidências conclusivas da presença da Al Qaeda no país, embora um grupo de islâmicos com ligações suspeitas tenha sido preso em 2007.

Alguns diplomatas expressaram preocupação de que a Nigéria se torne um alvo para grupos islâmicos radicais, devido a sua grande população pobre e importância estratégica em relação a petróleo.

A companhia área holandesa KLM afirma que conexões em Amsterdã de voos com origem em Lagos, na Nigéria, envolvem mudanças de companhia aérea e de aeronave. O aeroporto de Schiphol, um dos mais usados da Europa com grande tráfego de passageiros da África e da Ásia para a América do Norte, cumpre rigorosamente as regras de segurança europeias. Após a tentativa de ataque, a segurança para os voos em direção à América do Norte foi reforçada.

Em entrevista à CNN, o passageiro norte-americano Syed Jafry afirmou que a explosão ocorreu pouco antes de a aeronave pousar no aeroporto de Detroit. "Escutamos e barulho e, segundos depois, vi uma luz seguida de fogo", disse. Sentado a três fileiras de distância de Mudallah, que estava no assento 16-G, ele acrescentou que houve pânico apenas nas cadeiras ao redor e alguns passageiros mais distantes sequer perceberam o episódio. "Um homem mais jovem o dominou e ficamos mais calmos", finalizou Jafry. A companhia Delta Airlines informou que algumas pessoas ficaram feridas na fracassada tentativa de atentado.

O FBI e o Departamento de Segurança Doméstica divulgaram um alerta da inteligência em 20 de novembro sobre o cenário de riscos durante os feriados de fim de ano, o qual foi visto pela Associated Press. A nota dizia não terem informações específicas sobre planos de ataque do Al-Qaeda ou outro grupo terrorista.



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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tony Blair para Presidente da União Europeia?!


O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defenderá nesta semana em Bruxelas o nome de Tony Blair para assumir o cargo de primeiro presidente da União Europeia (UE), afirmaram nesta quarta-feira, 28.

A disputa pelo até aqui inexistente cargo de presidente da União Europeia, a ser criado com a aprovação do Tratado de Lisboa, foi aberta oficialmente na terça-feira pelo primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker. Ao jornal Le Monde, o premiê afirmou que aceitará ser candidato "caso seja chamado". Entre os nomes cogitados para o cargo ainda estão os premiês da Holanda, Jan-Peter Balkenende, e da Finlândia, Paavo Lipponen, além de Blair, considerado favorito.

Apesar de assunto ter sido desmentido anteriormente por Downing Street - residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido - há informações de que Brown sustentará eventual candidatura de Blair. A candidatura, no entanto, não encontra respaldo dentro do próprio país. O líder da oposição conservadora britânica, David Cameron, demonstrou nesta terça-feira que é contrário à futura Presidência da UE. Até agora, Blair ainda não se manifestou se aspira ou não o posto, embora se comente que há quem esteja trabalhando por ele.

O tabloide conservador britânico "Daily Mail" criticou na terça-feira a possibilidade de Blair chegar à Presidência europeia, após ter mentido aos concidadãos para levar o país à Guerra do Iraque e justificou que seria uma "ofensa à democracia". Blair construiu uma fortuna desde que deixou a chefia de governo por conta do circuito de conferências e seus trabalhos de assessoria a bancos e empresas, fato também criticado. Além disso, sobram críticas ao fato de ter sido enviado para a Paz no Oriente Médio, embora alguns coloquem em xeque sua imparcialidade pelas ligações com influentes personalidades israelenses.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apoiou Blair em público. Também sustentam o nome do primeiro-ministro do Reino Unido o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, embora o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que vê sua candidatura com simpatia, duvide ultimamente enquanto a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não deixar claro que vai apoiar.

Segundo fontes próximas a Blair citadas pelo jornal britânico "Financial Times", o ex-líder trabalhista quer saber a posição de Sarkozy e Merkel antes de tomar uma decisão.

O primeiro-ministro de Luxemburgo confirmou suas intenções e atacou aquele que considera seu principal adversário, Blair, cujo país não adota a moeda única, o euro, nem faz parte do acordo de livre circulação de pessoas, o Espaço Schengen. "Se eu for chamado, não terei razões para recusar o convite", disse. "Não consigo distinguir três temas nos quais a Grã-Bretanha tenha provado uma verdadeira inspiração europeia nos últimos 10 anos", acrescentou.

Pelo Tratado de Lisboa - que ainda depende de ratificação pela República Checa -, a escolha de um presidente e de um alto comissário para Relações Exteriores para mandatos de dois anos, renováveis por outros dois, será feita em eleição indireta, da qual participarão os 27 chefes de Estado e de governo da UE. O tema será discutido na cúpula do Conselho Europeu neste fim de semana, mas a escolha deve ser feita apenas em uma reunião extraordinária, a ser convocada para os dias 12 ou 13 de novembro, em Bruxelas.




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